segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Coração ensolarado.

Parece que foi ontem que eu escrevia chorosa, com aquele coração cheio de marcas, meio como as crateras da lua. E o pior: de uma lua minguante. Hoje estou com o coração ensolarado, todo lambuzado, ainda de filtro solar. É que morro de medo de me queimar toda. Estou meio à flor da pele. Por dentro e por fora.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Todas aquelas palavras se perderam.

É com lágrimas nos olhos que escrevo esse texto, e logo eu que jurei não mais chorar por besteiras ainda mais com relação ao amor, a essas bobagens (sim, isto mesmo, o amor é uma bobagem, uma perda de tempo), logo eu que fiz a promessa boba de não me apegar mais a ninguém, logo eu que sou tão emotiva... É meu amigo, não tá fácil, viver não é nada fácil.
Passei a madrugada chorando pra ver se hoje isso amenizava, mas nada, o buraco no meu peito só aumenta... A olheira aumentou, a choradeira aumentou, a sensibilidade aumentou,  a dor aumentou, e tudo dentro de mim se dilacerou. Dizem que a dor nos faz poetas, eu tô aqui, escrevendo que nem uma retardada para ele, logo ele que nem vai ler, que nem vai sofrer, se abalar como  eu. Sabe, fins de relacionamento me batem uma tristeza, uma sei-lá-o-quê, ai meu deus, é tanta coisa que ando guardando aqui dentro ultimamente que não consigo nem transpor tudo para o papel.
Ai, como eu queria que as coisas fossem mais fáceis, como eu queria não ter coração, como eu queria não sentir tanto, como eu queria... Até quando, meu deus? Até quando vou parar de me doar, de dar meu coração de bandeja por aí?
Eu queria ser tanto, mas tanto alguma coisa na tua vida, que acabei sendo nada.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Recomeçar.



Durante muito tempo, vivi a amar uma pessoa, vivi para ele, praticamente morri por ele e sabe não me arrependo se pudesse faria tudo outra vez, assim pude aprender a ser fria e sólida como uma rocha, e principalmente, a enfrentar os problemas da vida sempre de cabeça erguida e com um sorriso no rosto.

Não vou mentir dizendo que o esqueci totalmente, de vez em quando as lembranças vem assombrar-me e, por vezes, pareciam mais reais do que minha vida solitária. Fico triste, choro, sinto vontade de beber, me drogar, morrer, mas sabe, isso passa, sempre passa.

Ele era o meu amor, meu tudo, a minha vida. Mas tornou-se estranho de uns tempos pra cá. É estranho, Né? De repente, alguém que fora tudo na sua vida, se esvair, até se tornar poeira no vento e se tornar lembrança. Uma lembrança meio dolorida.

Também não vou mentir dizendo que superei tudo isso. Apesar de todo esse tempo ainda não superei o fato de não saber lidar com as pessoas, ainda continuo boba e ingênua na pele de mulher.

Decidi agora que devo parar de querer encontrar o amor da minha vida em todos os romancezinhos toscos e idiotas que duram não mais que uma semana. Decidi também que vou acima de tudo viver, e o que tiver de vir, virá.