domingo, 24 de junho de 2012


Eu estava lá, no centro do furacão. E repito palavras que são e não são minhas enquanto no rádio toca uma música qualquer, e a chuva desaba outra vez, e peço: por favor, me socorre que hoje estou sentida e portuguesa, lusitana e melancólica. Me puxa para fora deste túnel, me mostra o caminho para baixo da quaresmeira em flor que eu quero encontrar em seu tronco o lótus de mil pétalas do topo da minha cabeça tonta para sair de mim e respirar aliviada de por um instante não ser mais eu, que hoje não me suporto nem me perdôo de ser como sou e não ter solução.

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