sexta-feira, 29 de junho de 2012

Eu preciso não precisar de você.

Será que você vai conseguir dormir hoje? Acho que vai. O pior é que eu acho que vai. Você sempre dorme. 
Será que se eu ligasse agora, se você visse como estou sofrendo, se pedisse pra voltar pra mim, você me atenderia? Só que eu não vou ligar, eu não vou ligar. Vou morrer de vontade, mas não vou ligar. Acho que vou morrer mesmo. De qualquer jeito, se ligar, se não ligar. Mas hoje eu não posso, hoje eu não quero querer, nem precisar. E sabe por quê? Porque você "deixou" que eu te procurasse quando precisasse. Porque fui estúpida ao pedir consentimento para te procurar quando eu precisasse. Uma coisa dessas não se pede, uma coisa dessas não se deixa. Você sabe que eu preciso de você o tempo inteiro. Você devia ter dito que não, que ligaria pra mim, todos os dias, pra saber se precisava de alguma coisa, de você. E eu diria que não, que estava bem, que estava sendo mais fácil do que eu pensava. Que não era tão difícil ficar sem você. Bom. E eu que minto sempre, como uma louca, o tempo todo, pra ver se eu acredito nas bobagens que invento. Mas só você não vai ouvir, porque eu não vou te ligar. Hoje não. Mesmo que eu fique acordada toda a noite, lembrando do que você falou: "É melhor a gente descruzar os caminhos, tá tudo muito embolado. Não sei se te quero mesmo, ou se estou acostumado, viciado em você." Eu tô viciada e te quero mesmo, tenho certeza, mas não vou ligar. Não vou. Hoje não.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ando tão mórbida utimamente... Mas é difícil pensar em outra coisa; dessa vez me assustei. Na verdade, morro de medo. Medo do que vai ser de mim, de nós. Nosso amor sempre foi tão incendiário, tão caloroso... De repente, parece que tudo umedeceu, como um fósforo que não acende mais.

domingo, 24 de junho de 2012


Eu estava lá, no centro do furacão. E repito palavras que são e não são minhas enquanto no rádio toca uma música qualquer, e a chuva desaba outra vez, e peço: por favor, me socorre que hoje estou sentida e portuguesa, lusitana e melancólica. Me puxa para fora deste túnel, me mostra o caminho para baixo da quaresmeira em flor que eu quero encontrar em seu tronco o lótus de mil pétalas do topo da minha cabeça tonta para sair de mim e respirar aliviada de por um instante não ser mais eu, que hoje não me suporto nem me perdôo de ser como sou e não ter solução.

sábado, 16 de junho de 2012


Ando triste demais, depressiva demais, e ainda por cima tem gente que teima em me deixar pra baixo!! Por que as pessoas são assim, hein? Por que ao invés de se completarem, se repelem?
Não aguento mais... Não aguento mais ser apenas a garota sexy, perfeita, tudo de bom, mas e os sentimentos, onde ficam? Numa gaveta guardados, tive vontade de gritar!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sei que a solidão é dura às vezes de aguentar. Mas, é difícil carregar a soldião, mais difícil carregar uma companhia. A companhia resiste, a companhia tem uma saúde de ferro! Tudo pode acabar em redor e a companhia continua firme, pronta a virar qualquer coisa para não ir embora...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vem.

eu te guardei um espaço do meu lado, e em meus braços há tantos abraços a te esperar.
Não seja assim, o tempo passa, nós passaremos também, logo alguém estará aqui no espaço ao meu lado, e ganhando meus abraços, e me dizendo o que sua boca nunca ousou falar.