quinta-feira, 17 de maio de 2012

Lágrimas.

Ah, eu queria que todo o meu corpo pudesse dissolver-se em lágrimas! Eu queria poder transformar-me em lágrimas e desaparecer,  lambida por algum cachorrinho no colo de uma menina em algum lugar distante...
Como alguém pode passar assim, de amado a maldito dentro do meu coração? Como é que um coraçãozinho de nada como o meu pode guardar tanta paixão e tanta raiva ao mesmo tempo? Como é que cabe tudo isso? E de que adianta tanto desespero? 
Ah, eu queria dormir, dormir profundamente, para deixar isso tudo de lado. Para esquecer isso tudo.
O que é pior? Viver com a dor que dói, mas que se conhece? Ou revirar tudo e causar novas dores que poderão doer ainda mais? Se um romance não é bom, eu posso deixar de lê-lo. Mas, e a vida? Como deixar de vivê-la? Afinal de contas, eu sou um pessoa ou sou um personagemde uma vida mal escrita? Quer dizer que eu existo e os personagens não? Mas um personagem pode viver para sempre. Na cabeça das pessoas que os lêem, eles duram séculos, são eternos. E eu? Estarei esquecida daqui a alguns anos? Toda esta dor, dqui a alguns anos, não terá mais sentido para ninguém? E então? Quem existe mais? Uma pessoa ou um personagem? É fácil ser um personagem. Difícil é ser uma pessoa... 

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