domingo, 20 de maio de 2012

Garotas como eu.

E quem disse que eu sou uma garota normal? Você sabe o que é ser normal? Eu lhe digo o que você acha que é ser uma garota normal. É ficar pendurada em seu braço e ser apresentada aos seus amigos como a sua namorada. É fingir que não deixa, mas sempre acabar deixando quando você quer avançar o sinal. É dar-lhe um beijo de boa noite e ficar sonhando com você quando você não está por perto. É telefonar-lhe uma vez por dia, só para que saiba o que eu estou fazendo quando você não está olhado. É mostrar que tenho orgulho de você, cada vez que você consegue aparecer com o carro de seu pai. É não fazer planos para mim mesma, mas participar de todos os seus planos para o futuro. É imaginar-se como um complemento de você, para o resto de nossas vidas. É ficar feliz quando você está feliz, é tentar tirar-lhe da fossa os seus momentos de tristeza...
Uma garota como eu... Deveria ser uma atriz. Posso me imaginar posando para o fotógrafo... E chorando de verdade, como se, de verdade, eu sentisse o desespero das atrizes em seus papéis. Mas o que é você para mim, ou eu para você, para chorar com tanta sinceridade? Ou o que você entende das paixões dos outros para se emocionar dessa maneira pelo desespero que nunca sentiu? Como se sentiria uma atriz se tivesse os meus motivos para chorar? Não derramria apenas uma lágrima, mas haveria de arrancar os próprios cabelos, de enlouquecer de dor, de desfigurar-se a tal ponto, que estaria horrorosa na hora de posar para a foto...
E eu? Que faço? O que estou fazendo além de fingir-me de louca e trancar-me como uma covarde? Estou arrancando os cabelos, enlouquecendo de dor, desfigurando-me de ódio.

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