domingo, 25 de março de 2012

Sim, eu vou!

Você vai me chamar e eu não vou ouvir. Eu não vou ouvir o seu grito desesperado quando descobrir que eu e você já deixamos de ser “nós”. E que minutos antes, você também não conseguia me ouvir. Era como se a nossa surdez nos impedisse de ver e sentir qualquer grito mudo em que tantas noites ecoavam no nosso jardim de primaveras. E agora, não é a minha partida que me faz chorar. O que me faz chorar é você ser deixado no meio de coisa nenhuma. E por isso, eu grito as palavras que sempre tive medo de dizer e que agora podem ser ditas: Eu também te amei!

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