quinta-feira, 22 de março de 2012

Para ler ouvindo Olhos certos - Detonautas


Deitei mas não dormi, a insônia mais uma vez residia em mim, e juntamente com ela, borboletas no estômago.
Às vezes eu acho que tenho só 12 anos. Que qualquer outra garota da minha idade vai agir diferente. Sentir diferente. Às vezes eu acho que não sei de nada, de nenhum daqueles quilos de livros que eu li quase a minha vida inteira vão poder me explicar o que eu estou passando. Eu tenho a clara certeza de não ter nenhuma certeza.
Acabou. E agora? O que eu vou fazer com essa dor? E os meus sonhos? E a vida inteira, imensa, colorida, que eu tinha sonhado pra nós dois? E agora, meu Deus?
Invoquei os olhos e evoquei o que eu sabia. Pollyanna e o "jogo do contente", Emília e o "pirlimpimpim", a fada madrinha da Cinderela... O faz-de-conta... E a dor ali, teimosa, doendo que doía sem parar.
Ele sabe o que está perdendo. Mas fez a sua escolha. Foi embora.
Não, o que a gente tinha era lindo demais, era muito grande pra se perder...
Chorei caudolosamente. Quem nem rio mesmo.

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