quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pra você que não me vê, que me lê, que não me ouve...

Não sei como começar esse texto, que é mais um daqueles que escrevo com o coração destruído, com a alma dolorida de tanto levar surra, e com os olhos pesados de tantas noites chorando por alguém que já não faz mais conta de mim. Olha só o que nos tornamos, logo a gente que fazia tantos planos juntos, que jurava amar um ao outro apesar de toda essa distância, logo a gente, cara, que sonhava construir um lar com um jardinzinho e a nossa casa teria uma cerquinha branca, igual àqueles dos filmes, lembra? 
Mas veja, a gente se perdeu no meio do caminho, mas logo você se encontrou em outra pessoa, e eu... Coitada de mim, cara, eu continuo lá atrás, jogada em um canto, esperando que a vida me engula junto com essas malditas recordações.
Ai, meu deus, nunca imaginei que a minha vida giraria em torno de uma pessoa que já saiu da minha, mas continua em meu coração, na minha mente... 
Olha só que bizarro, acabei de ler uma frase que dizia mais ou menos assim: "Estou chorando pela perda de algo que nunca tive. Que ridículo. Chorando por algo que nunca existiu.
Te mando mensagens, mas não sei o que conversar, você pergunta se eu queria falar alguma coisa, e eu toda idiota, digo que não, mas sabe, na verdade eu queria te pedir que voltasse pra minha vida, pra concluirmos os nossos planos, a nossa vida, mas não, eu digo não não não não não não não, sete vezes pra ver se eu aprendo a esquecer quem já me esqueceu faz tempo.
Esse é mais um daqueles textos idiotas, mais um texto pra você que não me vê, que me lê, que não me ouve...

domingo, 2 de setembro de 2012

Desespero agradável.

Desligo a música, agora. Seja qual for, eu desligo. Contemplo o momento presente dentro do silêncio mais absoluto. Mesmo fechando todas as janelas, eu sei é difícil evitar esses ruídos vindos da rua. Os alarmes de automóveis que disparam de repente, as motos com seus escapamentos abertos ou esses rumores desconhecidos que acontecem nas paredes dos quartos, onde habitam as pessoas solitárias. Mas não sinta solidão, não sinta nada: você só tem olhos que olha o momento presente, esteja ele-ou-você-onde-estiver. E não dói, não há nada que provoque dor nesse olhar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nós vemos as pessoas através da nossa óptica e elas gostam de parecer o que não são. Nós nos iludimos uns aos outros. Quando a verdade aparece, nos pega desprevenidos.
Na verdade, ninguém  conhece ninguém intimamente. As ilusões, os sonhos são muito agradáveis. Mas as pessoas nunca são como a vemos. Com o tempo, a verdade aparece e é preciso esquecer os sonhos, juntar os pedaços da realidade e tentar pelo menos levar adiante.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Morte em vida.

  Estou aqui sentada faz não sei quanto tempo. Desliguei o telefone, me enrolei na manta, trouxe a garrafa de uísque e estou bebendo bem devagarinho para não ficar de porre, hoje não, hoje quero ficar lúcida, vendo uma coisa, vendo outra. E tem coisa à beça para ver tanto por dentro como por fora, uma porrada de coisas que comprei, coisas que nem sabia que tinha e que só vejo agora, juto agora que está escuro. É que fomos escurecendo juntos, o quarto e eu.
  Acho que nunca bebi tanto como ultimamente e quando bebo assim fico sentimental, choro à toa. "Meu nome é Idêmia, me diz agora o ectoplasma. Há alguns meses mandei o meu amado e desde então morri."
  Ele era minha juventude, só que naquele tempo eu não sabia, na hora a gente nunca sabe nem pode mesmo saber, fica tudo natural como o dia que sucede à noite, como o sol, a lua, eu era jovem e não pensava nisso como não pensava em  respirar. Alguém por acaso fica atento ao ato de respirar? Fica sim, mas quando a respiração se esculhamba. Então dá aquela tristeza, puxa, eu respirava tão bem...

domingo, 1 de julho de 2012


Já parei de soluçar, já enfiei meu rosto no travesseiro pra ninguém ouvir, pra ninguém acordar, pra eu não precisar contar ainda que a gente não é mais a gente.

Je ne veux pas.


Se amanhecer eu não vou acordar, se eu acordar eu não vou me levantar. Pra quê? Abrir os olhos? Pra quê? Não quero me lavar, escovar os dentes, tomar banho. Pra quê? Me vestir, me arrumar? Não preciso acordar, não preciso mais, não consigo, pra quê? Levantar, não levantar? Que diferença faz? "A gente se vê por aí." Por quê? Por quê? Será que eu levantei todas as manhãs, todos estes meses, só por você? E agora, agora a gente se vê por aí... E eu não consigo nem te odiar direito.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Eu preciso não precisar de você.

Será que você vai conseguir dormir hoje? Acho que vai. O pior é que eu acho que vai. Você sempre dorme. 
Será que se eu ligasse agora, se você visse como estou sofrendo, se pedisse pra voltar pra mim, você me atenderia? Só que eu não vou ligar, eu não vou ligar. Vou morrer de vontade, mas não vou ligar. Acho que vou morrer mesmo. De qualquer jeito, se ligar, se não ligar. Mas hoje eu não posso, hoje eu não quero querer, nem precisar. E sabe por quê? Porque você "deixou" que eu te procurasse quando precisasse. Porque fui estúpida ao pedir consentimento para te procurar quando eu precisasse. Uma coisa dessas não se pede, uma coisa dessas não se deixa. Você sabe que eu preciso de você o tempo inteiro. Você devia ter dito que não, que ligaria pra mim, todos os dias, pra saber se precisava de alguma coisa, de você. E eu diria que não, que estava bem, que estava sendo mais fácil do que eu pensava. Que não era tão difícil ficar sem você. Bom. E eu que minto sempre, como uma louca, o tempo todo, pra ver se eu acredito nas bobagens que invento. Mas só você não vai ouvir, porque eu não vou te ligar. Hoje não. Mesmo que eu fique acordada toda a noite, lembrando do que você falou: "É melhor a gente descruzar os caminhos, tá tudo muito embolado. Não sei se te quero mesmo, ou se estou acostumado, viciado em você." Eu tô viciada e te quero mesmo, tenho certeza, mas não vou ligar. Não vou. Hoje não.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ando tão mórbida utimamente... Mas é difícil pensar em outra coisa; dessa vez me assustei. Na verdade, morro de medo. Medo do que vai ser de mim, de nós. Nosso amor sempre foi tão incendiário, tão caloroso... De repente, parece que tudo umedeceu, como um fósforo que não acende mais.

domingo, 24 de junho de 2012


Eu estava lá, no centro do furacão. E repito palavras que são e não são minhas enquanto no rádio toca uma música qualquer, e a chuva desaba outra vez, e peço: por favor, me socorre que hoje estou sentida e portuguesa, lusitana e melancólica. Me puxa para fora deste túnel, me mostra o caminho para baixo da quaresmeira em flor que eu quero encontrar em seu tronco o lótus de mil pétalas do topo da minha cabeça tonta para sair de mim e respirar aliviada de por um instante não ser mais eu, que hoje não me suporto nem me perdôo de ser como sou e não ter solução.

sábado, 16 de junho de 2012


Ando triste demais, depressiva demais, e ainda por cima tem gente que teima em me deixar pra baixo!! Por que as pessoas são assim, hein? Por que ao invés de se completarem, se repelem?
Não aguento mais... Não aguento mais ser apenas a garota sexy, perfeita, tudo de bom, mas e os sentimentos, onde ficam? Numa gaveta guardados, tive vontade de gritar!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sei que a solidão é dura às vezes de aguentar. Mas, é difícil carregar a soldião, mais difícil carregar uma companhia. A companhia resiste, a companhia tem uma saúde de ferro! Tudo pode acabar em redor e a companhia continua firme, pronta a virar qualquer coisa para não ir embora...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vem.

eu te guardei um espaço do meu lado, e em meus braços há tantos abraços a te esperar.
Não seja assim, o tempo passa, nós passaremos também, logo alguém estará aqui no espaço ao meu lado, e ganhando meus abraços, e me dizendo o que sua boca nunca ousou falar.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Nostalgia.

Hoje o dia amanheceu triste, e eu odeio dias parados, porque assim me fazem ficar mais triste ainda...
E pra piorar ainda mais, me fazem pensar em você mais do que o normal. Por que eu sou assim, hein?
Tenho um semblante tão reconfortante, tão feliz, mais isso é apenas um disfarce, o que sinto na verdade, não tem nome, nem explicação, é apenas um modo diferente de enfrentar a vida, sendo otimista, pra ser sincera, otimismo não tem nada haver comigo, mas, enfim...
Aqui neste quarto frio e sólido, eu ouço as músicas mais tristes que você pode pensar, e escrevo coisas mais tristes ainda de mim que fazem lembrar de você.
“Escolhi o pior lugar pra me esconder, me tranquei por dentro de você e não sei mais sair... Ressurgi de onde eu não imaginei e aprendi que eu nunca sei enganar meu coração...” Isto tudo, quem me fala é Ana, e assim como ela, eu nunca sei enganar meu coração, e acho que você também sabe disso. Pois eu sempre me tranco por dentro de você... Você é o escudo que eu uso pra fugir da dor.

Me quero de volta!

Tem como eu voltar a respirar normalmente? ((me falta cada vez mais ar))
Nunca pensei que fosse ser tão difícil.
Eu me sinto um objeto.
Uma hora colocada em um canto, outra hora noutro.
Sem poder falar.
Sem ter pra onde correr.
...Sentindo falta de tanta coisa...

Estou prestes a despencar de um abismo
Assista minha morte
Prenda-me num caixão
Apague as velas
Arranque meu coração
Faça-o sangrar
Inume minha alma em um mausoléu
Leve-me ao vale da morte
Mostre-me o caminho
Já não suporto mais
Arrasto-me pelo chão
Suplico pelo fim
Estou a despencar
Não há nada nem ninguém para segurar-me
Apenas a brisa está a soar em meu ouvido
Revelando-me fúnebres palavras até então ocultas
Nostalgia toma conta de meu ser
Estaria eu livre?
Esta sendo executado um funeral de sangue em meu nome
Anjos rezam por aquela alma torturada
Anjos choram por mais uma tragédia
A morte deixou em meu caminho
um rastro de pecados e sangue impuro

Hoje jaz mais uma mórbida alma
Estaria eu livre?

“Escrevo porque ninguém me ouve.”

sábado, 26 de maio de 2012

Porque o amor, como a morte, também existe - e da mesma forma dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte - pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) - , nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.

domingo, 20 de maio de 2012

Garotas como eu.

E quem disse que eu sou uma garota normal? Você sabe o que é ser normal? Eu lhe digo o que você acha que é ser uma garota normal. É ficar pendurada em seu braço e ser apresentada aos seus amigos como a sua namorada. É fingir que não deixa, mas sempre acabar deixando quando você quer avançar o sinal. É dar-lhe um beijo de boa noite e ficar sonhando com você quando você não está por perto. É telefonar-lhe uma vez por dia, só para que saiba o que eu estou fazendo quando você não está olhado. É mostrar que tenho orgulho de você, cada vez que você consegue aparecer com o carro de seu pai. É não fazer planos para mim mesma, mas participar de todos os seus planos para o futuro. É imaginar-se como um complemento de você, para o resto de nossas vidas. É ficar feliz quando você está feliz, é tentar tirar-lhe da fossa os seus momentos de tristeza...
Uma garota como eu... Deveria ser uma atriz. Posso me imaginar posando para o fotógrafo... E chorando de verdade, como se, de verdade, eu sentisse o desespero das atrizes em seus papéis. Mas o que é você para mim, ou eu para você, para chorar com tanta sinceridade? Ou o que você entende das paixões dos outros para se emocionar dessa maneira pelo desespero que nunca sentiu? Como se sentiria uma atriz se tivesse os meus motivos para chorar? Não derramria apenas uma lágrima, mas haveria de arrancar os próprios cabelos, de enlouquecer de dor, de desfigurar-se a tal ponto, que estaria horrorosa na hora de posar para a foto...
E eu? Que faço? O que estou fazendo além de fingir-me de louca e trancar-me como uma covarde? Estou arrancando os cabelos, enlouquecendo de dor, desfigurando-me de ódio.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Lágrimas.

Ah, eu queria que todo o meu corpo pudesse dissolver-se em lágrimas! Eu queria poder transformar-me em lágrimas e desaparecer,  lambida por algum cachorrinho no colo de uma menina em algum lugar distante...
Como alguém pode passar assim, de amado a maldito dentro do meu coração? Como é que um coraçãozinho de nada como o meu pode guardar tanta paixão e tanta raiva ao mesmo tempo? Como é que cabe tudo isso? E de que adianta tanto desespero? 
Ah, eu queria dormir, dormir profundamente, para deixar isso tudo de lado. Para esquecer isso tudo.
O que é pior? Viver com a dor que dói, mas que se conhece? Ou revirar tudo e causar novas dores que poderão doer ainda mais? Se um romance não é bom, eu posso deixar de lê-lo. Mas, e a vida? Como deixar de vivê-la? Afinal de contas, eu sou um pessoa ou sou um personagemde uma vida mal escrita? Quer dizer que eu existo e os personagens não? Mas um personagem pode viver para sempre. Na cabeça das pessoas que os lêem, eles duram séculos, são eternos. E eu? Estarei esquecida daqui a alguns anos? Toda esta dor, dqui a alguns anos, não terá mais sentido para ninguém? E então? Quem existe mais? Uma pessoa ou um personagem? É fácil ser um personagem. Difícil é ser uma pessoa... 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Planos.

A vida, a vida, ora a vida, seguindo em frente, insensível aos planejadores, aos sonhos e pensamentos alheios, fazia seus planos, traçava o seu caminho, impunha a sua ordem. 
A vida, brincando e sorrindo, sapeca e traquinas, apreciava a execução do seu plano. Um sabor de castelo de areia em noite de tempestade.
Alheia, a vida e punha e dispunha, senhora absoluta da história das pessoas. Uma senhora com um breve sorriso de malícia, como se quisesse dizer "quem faz os planos sou eu..."

sábado, 12 de maio de 2012

domingo, 6 de maio de 2012


Querida Holly, eu não tenho muito tempo. Não digo literalmente, digo você saiu pra comprar sorvete e logo estará de volta. Mas tenho um pressentimento de que seja a última carta. Pois só me resta uma coisa pra te dizer. Não é para que eu te lembre de comprar uma lâmpada, pode tomar conta de si mesma sem a minha ajuda. É pra te dizer o quanto mexeu comigo. O quanto me mudou. Você me transformou em um homem ao te amar, Holly… e por isso eu sou eternamente grato. Literalmente. Se puder me prometer algo, prometa-me que quando estiver triste ou insegura ou quando perder completamente a fé, você tentará ver a si mesma através dos meus olhos. Obrigado pela honra de ser minha esposa. Sou um homem sem arrependimentos. Um homem de sorte. Você foi a minha vida, Holly… mas sou apenas um capítulo na sua. Haverá mais. Eu prometo. Então aqui vai, o principal: Não tenha medo em se apaixonar novamente. Fique atenta para esse sinal quando a vida que você conhece terminar.
P. S. Eu Sempre irei te Amar!
P.S. Eu te amo

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Acontecimentos

"... eu espero acontecimentos...
E aí, eu nem sabia que era feliz de ter você...
Um longe do outro, morrendo de tédio e de ciúmes...
O que é que há coá com nós, o que é que há com nós dois, amor... Me responda depois...
Como pôde queimar nosso filme..."
                     Marina Lima, Acontecimentos

Decorei  a letra, porque a gente sempre decora as letras de músicas que contam um pouco da história que a gente tá vivendo.

sábado, 21 de abril de 2012

Bom, é desconcertante vir aqui e dizer isto, mas, vamos lá. Eu hoje tomei uma decisão muito difícil, talvez a mais difícil da minha vida. Decidi que vou excluir esse blog, é doloroso dizer isto, logo eu que sou apaixonada por isso aqui, mas decidi que já não posso mais. Eu já não consigo expressar a minha dor. Mas o que dói mais, é saber que ele já nem se lembra de mim, e esse blog me lembra tanto ele. Eu sei que lutei muito pra ter esse meu cantinho, mas espero que compreendam a minha dor. 
E se um dia eu decidir voltar... Qualquer coisa, dou um sinal.




                                 Atenciosamente, Demii

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Medo.

O nome dessa coisa de querer por perto quem a gente aprendeu a amar não é burrice, é medo. Porque depois que esse amor nasce a gente tem medo de ficar sozinho. De acordar de madrugada de repente não ter mais pra quem ligar, alguém pra quem dizer: 'Ei, não consigo dormir, conversa comigo'. E então conversar.
Por isso te escrevo. Porque eu já precisei de uma mão, porque eu já tive um amor assim desses tão bonitinho que a gente lê nos livros e agradece quando aparece. E esse amor que eu cuidei e deixei crescer por dentro um dia foi embora e eu não pude dizer 'obrigado por nascer em mim'. ou um 'até a próxima'. Ele morreu antes de se despedir e eu fiquei sozinha num canto escuro tentando entender o porquê.
Agora vem cá, me diga... Vai passar. Não agora, talvez não amanhã, eu sei que passa. Me dá a mão, me ajude, me faça ver que o dia amanhece mais bonito depois que a gente acorda cansada de um pesadelo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Untitled.

Estou com borboletas no estômago. É um inferno. Borboletas de todas as cores habitam no meu corpo e tem dia que eu nem quero saber que dia é.
E como elas estão mesmo lá! Esperando. Sentindo. Vivendo comigo minha pior história. A mais triste.
E eu de coração apertado feito parafuso enferrujado, só queria que ele estivesse aqui, sendo o meu namorado. Simples, né? Só não dava pra sacar porque não rolava mais. Ele havia enchido meus dias de um sol tão forte quanto a tristeza que sinto... E eu, que fiquei durante tanto tempo comendo jujubas na frento do computador, esperando dias melhores...
Não sei ao certo o que ele pensa de mim, de meus desejos, das histórias que conto e de coisas que, se não sei, invento... Mas certa estou de que ele compreende... E aí, que será de mim?

Esse é mais um daqueles meus textos sem nexo.

A vida era periclitante. Eu amava o mundo, amava o que fora criado - amava com nojo. A vida é horrível... Tenho medo.
As pessoas ajudavam a fazer-me sentir que estava "bem". Sem me fitarem, ajudavam-me a esquecer, fingindo elas próprias o esquecimento como se tivessem lido a mesma bula do mesmo vidro de remédio. Ou tinham esquecido realmente, quem sabe. As pessoas têm que ter um sentimento, não importa qual, porque ele tem que procurar alguns desses sentimentos para poder falar, reclamar, se gabar, porque os seres humanos são um bando de retardados mais irracionais que um peixe fudido que passa a vida em um aquário de qurenta centímetros quadrados.

domingo, 25 de março de 2012

Sim, eu vou!

Você vai me chamar e eu não vou ouvir. Eu não vou ouvir o seu grito desesperado quando descobrir que eu e você já deixamos de ser “nós”. E que minutos antes, você também não conseguia me ouvir. Era como se a nossa surdez nos impedisse de ver e sentir qualquer grito mudo em que tantas noites ecoavam no nosso jardim de primaveras. E agora, não é a minha partida que me faz chorar. O que me faz chorar é você ser deixado no meio de coisa nenhuma. E por isso, eu grito as palavras que sempre tive medo de dizer e que agora podem ser ditas: Eu também te amei!

Meu medo

E temi tanto em te contar isso que acabei te perdendo...
Sou uma pessoa insegura, indecisa, sem rumo na vida, sem leme para me guiar: na verdade não sei o que fazer comigo. Sou uma pessoa muito medrosa. Tenho problemas gravíssimos que talvez um dia os conte aqui. E outros problemas, esses de personalidade. Você me quer mesmo assim?
Se quer, não me diga que não lhe avisei. Não tenho qualidades, só tenho fragilidades. Mas às vezes tenho esperança. A passagem da vida para a morte me assusta: é igual como passar do ódio que tem um objetivo e é limitado, para o amor que é ilimitado. Quando eu morrer (modo de dizer) espero que você esteja perto. Você me pareceu uma pessoa de enorme sensibilidade, mas forte.
Você foi o meu melhor presente, mesmo não sendo meu aniversário. Apesar de, sem você saber...

"Tem gente que morre de mágoa, um troço que afeta o coração. Uma porrada de gente morre de ataque cardíaco. E é o coração que mais dói quando as coisas dão errada e se desmoronam."

quinta-feira, 22 de março de 2012

Para ler ouvindo Olhos certos - Detonautas


Deitei mas não dormi, a insônia mais uma vez residia em mim, e juntamente com ela, borboletas no estômago.
Às vezes eu acho que tenho só 12 anos. Que qualquer outra garota da minha idade vai agir diferente. Sentir diferente. Às vezes eu acho que não sei de nada, de nenhum daqueles quilos de livros que eu li quase a minha vida inteira vão poder me explicar o que eu estou passando. Eu tenho a clara certeza de não ter nenhuma certeza.
Acabou. E agora? O que eu vou fazer com essa dor? E os meus sonhos? E a vida inteira, imensa, colorida, que eu tinha sonhado pra nós dois? E agora, meu Deus?
Invoquei os olhos e evoquei o que eu sabia. Pollyanna e o "jogo do contente", Emília e o "pirlimpimpim", a fada madrinha da Cinderela... O faz-de-conta... E a dor ali, teimosa, doendo que doía sem parar.
Ele sabe o que está perdendo. Mas fez a sua escolha. Foi embora.
Não, o que a gente tinha era lindo demais, era muito grande pra se perder...
Chorei caudolosamente. Quem nem rio mesmo.

domingo, 4 de março de 2012

Quantas vezes você já disse para si mesma que não ia chorar, que era mais forte que as lágrimas, e no fim, acabou chorando? Quantas vezes você sorriu para uma pessoa quando por dentro ela estava esfaqueando-a? Quantas vezes você já fechou os olhos, começou a lembrar de momentos e de pessoas? Quantas vezes você já quis matar a distância? Quantas vezes você já decidiu que iria mudar mas no fim acabou não mudando? Quantas vezes você deixou de dormir para ficar pensando em bobagens e montando momentos que você nem sabe se vão acontecer na sua cabeça antes de dormir? Quantas vezes você já disse que naquele dia iria sair e se divertir, mas no fim, ficou em frente ao computador? Quantas vezes você já se irritou, se trancou no seu quarto e começou a socar seu travesseiro até cansar? Quantas vezes você já parou para olhar o céu, e a única coisa que desejou naquele instante foi ter aquela pessoa ao seu lado? Quantas vezes você quis desistir de tudo, mas algo não deixou? Quantas vezes você já sentiu falta de algo que nunca se quer viu? Quantas vezes você já sentiu vontade de fugir, desaparecer totalmente do mundo e da vida das pessoas que te rodeiam, só para ver quem iria atrás de você? Quantas vezes você já se sentiu totalmente destruida por dentro e mesmo assim continuou sorrindo? Quantas vezes você já parou para pensar: “por que as coisas tem que ser assim?” Quantas vezes você ja não quis um tempo do mundo, dormir e nunca mais acordar? Quantas vezes tudo o que você queria era dizer que sentia a falta de alguém, mais o orgulho foi mais forte? Quantas vezes você não já disse um ‘oi’ querendo dizer um ‘eu te amo’? Quantas vezes você ja não correu pra longe de tudo na esperança que alguem corresse atras de você? Quantas vezes você ja se afastou de alguem somente na esperança que ela sentisse sua falta?Quantas vezes você não já disse um ”estou bem” esperando que alguém te dissesse, eu sei que você não está?

Para ler ouvindo Todo o amor que houver nessa vida - Cazuza

Ultimamente ando escrevendo textos desconexos, palavras com sentido nenhum.
Minha sensiblidade incomoda sem ser dolorosa, como uma unha quebrada. E se quisesse podia permitir-me o luxo de me tornar ainda mais sensível, ainda podia ir mais adiante: porque era protegida por uma situação.
Nunca me conformei com o fim de nada e isso vai desde relacionamentos até o fim do dia, porque é no fim do dia que eu percebo o quanto ele me faz falta, o quanto eu o amo.
“Mas agora, sozinha na minha casa, comecei a perceber que o destino pode magoar uma pessoa tanto quanto a pode abençoar, e dou por mim a perguntar-me porque razão - de todas as pessoas do mundo inteiro que alguma vez poderia ter amado - tinha de me apaixonar por alguém que foi levado para longe.''

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sou tudo o que sobrou da chuva.

Ontem eu passei o dia todo deitada, doente, com febre no corpo e na alma, mas eu tava falando com ele por sms e isso me fazia bem de certa forma... E assim, eu fui ficando melhor porque ele me faz um bem danado.
Mas depois que ele disse que tava ficando com outra menina, foi como se meu mundo tivesse desabando sob minha cabeça, até o tempo pôde chorar comigo, me deu uma vontade de gritar, de correr desesperadamente em busca de nada, depois correr pros braços de minha mãe e chorar por horas por todas as vezes que meu pobre coraçãozinho foi despedaçado, por todas as vezes que eu precisei da minha melhor amiga e ela simplesmente não estava por perto. É com lágrimas nos olhos que escrevo isso e, de verdade, essa é minha primeira post em que eu não me sinto bem em descrever o que sinto.
Adoraria acabar aqui. Seria muito legal se eu pudesse editar a minha vida. Se eu pudesse parar no meio de uma frase, parar e deixar tudo descansando em uma gaveta escura em algum lugar, consumar minha amnésia e esquecer tudo que aconteceu, que está acontecendo e que está para acontecer. Fechar os olhos e ir dormir feliz.
Mas não, Demi. Nada de sono feliz para você. Ou já se esqueceu que tem um coração partido? E uma alma ferida. E dores. Sorria para as câmeras.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

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Queria endereçar essas cartas a outros destinatários. Talvez conseguisse corresponder, responder e entender o que tentam me dizer. Na verdade, eles gritam algo do tipo: "Cuidado, mais um passo e é mortal". Não sei o que estão tentando me alertar mas espero que não seja sobre o seu perigo. Eles tentam escrever palavras de confiança, de alegria e falam como se importam com a minha felicidade. Audácia! Falam e falam, mas não me trazem bilhetes teus. Querem vender sorrisos que não duram até o outro dia. É tudo instantâneo.
Acham mesmo que você é só necessidade que preciso suprir? Necessidade eu só sinto do teu corpo, o resto é aquilo que se sente e não consegue explicar.
Invisível é o que não se vê. Então, vamos começar um interrogatório. Você sente o vento? Gria o nome de Deus toda vez que convém? Nunca teve vontade de me beijar? Nunca pensou que talvez eu não exista tanto que você acha uma pessoa precisa? É que eu respiro devegar, não por nada, é o cigarro fodendo tudo. Se tu não consegue acreditar no abstrato do meu amor, como vai saber que a razão de tu ficar tão confuso comigo é algo concreto?
Então, o que tu vai fazer? Depois de tanto tempo com idas sem retornos, voltas com muito transtorno, eu descobri que isso não era necessário. Eu não precisava ver teu nome em relevo na minha pele pra ter certeza que ela clama por ti. E eu sou do tipo que erra e nunca aprende.
Gritem como sou masoquista, clichê, de burguesa ou qualquer outra coisa do tipo, mas gritem mais alto que minha vontade de continuar aqui.
E eu não quero mais sentimento incontroláveis. Só quero saber se estão contando os segundos para me tirar daqui. Eu não aguento teu desprezo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Para ler ouvindo Outra Vez - Roberto Carlos

22:25 P.M. e nada do sono vim. Uma necessidade toma conta de mim, mas não sei exatamente do que se trata... Talvez de um abraço, um beijo, é engraçado mas não sei.
Eu choro facilmente com os filmes de romancezinhos baratos, ao qual no final tudo acaba em plena felicidade, e choro mais ainda porque a minha vida não é igual.
Apago a luz do quarto, vou para a cama, ouço músicas tristes, dessa vez, é Roberto Carlos quem me dá o seu recado e tem um trecho que é tão lindo: "Você foi, o maior dos meus casos, de todos os abraços o que eu nunca esqueci..." leio as sms que trocávamos me sinto na obrigação de apagá-las e assim o faço. Apelo pros carneirinhos e nada, nada mesmo, só o vazio. Vazio de ser incompleta e não há quem dê jeito nisso.
Acendo a luz, corro pra cozinha invento fome, volto pro quarto, mas NADA da porra desse sono se manifestar. Vou escrevendo palavras soltas, desconexas, liberto-as do que tanto as aprisiona, talvez do que me destrói. Ultimamente ando perdendo tudo e com tanta freqüência... Perder palavras não me doeria tanto quanto perder alguém, alguém que eu realmente amo.
Sinto uma enorme vontade de sair, pegar um ar, porque sinceramente, há dias venho me sentindo assim: SUFOCADA. Estou confusa com tanta coisa que descrever seria hipocrisia da minha parte, então prefiro que o tempo resolva e cure tudo, o que a vida tratou de dilacerar, e cutucar, e...