quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Verdade interior.


Eu estou parada na janela. Eu olho para fora. Não há nada diferente ou incomum lá fora. São as mesmas coisas, do outro lado e mais além da rua. As mesmas árvores. Algumas vidas existindo tão discretamente quanto a minha, por trás de outras janelas nas casas do outro lado e além da rua. Assim, olhando, de repente eu percebo tão quieta que tenho vontade de fazer alguma coisa. Qualquer coisa dessas cotidianas, anônimas, beber uísque, quem sabe acender um cigarro, ligar o music player, quem sabe abrir a janela atrás do qual estou parada. Mas não faço nada. Eu prefiro não fazer nada. Permaneço assim: parada, calada, quieta sozinha. Na janela, olhando para fora.
Então, o céu escurece. Não há pausa nem gradação. Súbito, o céu escurece.

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