segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Para ler ouvindo Duallity, Slipknot

Bati as mãos contra a parede, procurando brechas, não havia mais. Espatifei as unhas, gritei por uma resposta qualquer. Nem uma veio de volta. Olhei para fora de mim e não consegui localizar ninguém no meio das minhas vibrações da cidade suja. Olhei para dentro de mim e só havia sangue. Derramando, como nas cirandas. Queria acordar, mas não era um sonho. Só às vezes, não consigo. Ultimamente, quase não. Porque também me acontece - como pode estar acontecendo a você que me lê agora - de achar que tudo isso talvez não tenha a menor graça. Pode ser: Deus é uma naja, nunca esqueça, baby.

domingo, 6 de novembro de 2011

Vai... faz que nem todo mundo, desiste de mim.

Como diria Caio Fernando Abreu: "Desapegue. Pessoas gostam do que não tem!"

Eu morreria por você

“- E ela?
- Se foi…
- Para onde?
- Não sei, sei que estás bem distante daqui.
- E porque ficastes?
- Também não sei, acho que fiz o melhor pra ela.
- Mas não a ama?
- Mais do que minha vida, por isso a deixei ir.”

Ja chorou do nada, mas ao mesmo tempo por tudo ?

A solução é abrir o peito e tirar o coração fora.

Sabe aquela sensação de quando você recebe uma mensagem no meio da madrugada falando que te ama? Então, estou esperando.

Sabe aquele dia em que nada te anima?

- Ele: Eu tenho saudades de você.
- Ela: Pena que saudades não traz ninguém de volta.

Tenho 22 anos, mas me sinto velha cada dia q passa, sem forças pra lutar, sem motivos pra viver...

é difícil, sabe? seguir sabendo q tu vai deixar cacos pra trás, deixar quem ama lá atrás, deixar planos pra trás, tentar um futuro sozinha...

É duro ficar esperando as coisas mudarem e elas nunca mudarem, não é?

As pessoas fingem que amam, fingem que se importam, fingem que sentem saudade, fingem que se preocupam e você sofre. Mas aí você aprende com as pessoas e finge que passou.

“- Porque tanta frieza? - Porque um dia, eu fui quente demais, e acabei me queimando”

A gente se apega e nem percebe.

O Homem de Lata não sabia, o quanto era sortudo por não ter coração.

Quando parece que vai ser para sempre, acaba. Quando parece sincero, vira mentira.

“Será que esquecer é a mesma coisa que ter perdido?”

— Como esquecer
- Eu queria ser forte assim como você...

- O que te faz pensar que sou?

- Vejo
isso quando sorri... Parece que a qualquer momento você irá desmoronar,
mas não. Você está sempre lá com a cabeça erguida e sorrindo mesmo
passando a maior dificuldade, pra mim isso é ser forte. Eu só gostaria
de dizer o mesmo por mim...
 - E como você consegue esconder toda essa dor atrás de um sorriso?
 
- As pessoas acreditam.
 
- Elas não percebem?
 
- Elas não se importam.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os momentos presentes não têm controle sobre si mesmos. Se o telefone tocar, atenda. Se a campainha chamar, abra a porta. Quando estiver descupado outra vez, procure-o novamente com os olhos. Ele já não estará lá. Haverá outro em seu lugar.

O que talvez nunca o direi.

Tentei, então, com toda a delicadeza possível, sem decidir propriamente decidi no meio da tarde - uma tarde morna demais, preguiçosa demais para conter esse verbo veemente: decidir. Como ia dizendo, no meio da tarde lenta demais, escolhi que - se viesse alguma sofreguidão na garganta, e veio - diria qualquer coisa como olha, tenho medo do normal, baby.

Pra minha dor.

Um instante antes de chorar, coloquei Amy Winehouse e sentei em frente ao computador para escrever, ainda pensei: gosto tanto de ti, baby. Só que escritores são muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias. Tu me ama pelo que me mata. E se apunhalo é porque é para ti, para ti que escrevo, e não entende nada.

A vida acontecendo em volta, escrota e nua.

Talvez tome mais uma dose de uísque, qualquer coisa assim. Por onde você tem andado baby?

Verdade interior.


Eu estou parada na janela. Eu olho para fora. Não há nada diferente ou incomum lá fora. São as mesmas coisas, do outro lado e mais além da rua. As mesmas árvores. Algumas vidas existindo tão discretamente quanto a minha, por trás de outras janelas nas casas do outro lado e além da rua. Assim, olhando, de repente eu percebo tão quieta que tenho vontade de fazer alguma coisa. Qualquer coisa dessas cotidianas, anônimas, beber uísque, quem sabe acender um cigarro, ligar o music player, quem sabe abrir a janela atrás do qual estou parada. Mas não faço nada. Eu prefiro não fazer nada. Permaneço assim: parada, calada, quieta sozinha. Na janela, olhando para fora.
Então, o céu escurece. Não há pausa nem gradação. Súbito, o céu escurece.