sábado, 10 de setembro de 2011

Para ler ouvindo Someone Like You - Adele

Penso. Calculo os fatos, calculo as palavras. Apago não calculo mais nada.
01:20 da madrugada. Sozinha de novo. O nada. Quero um cigarro como companhia. Uma tragada. Não quero mais. As mãos congelam, o coração também.
Não sinto mais nada, tudo lá for ainda faz o som de saudade. O mundo gira... Cabeças, braços, pernas e coração quebrados... Calor, fome, miséria, Desgraça, aquecimento, a merda. E o mundo ainda gira.
Desgraçado, viu. Não se importa com os outros. Não importa o que aconteça que se foda todo este lugar, toda esta sociedade, ele ainda gira. Na dele.
Queria uma bebida para acordar atordoada no meio da noite, louca por um copo de guarané jesus. Ressaca de sábado. É bom beber no sábado a noite, quando a cidade inteira se apaga. Você tira o domingo só pra cuidar de si própria. É uma desculpa pra não ter que ver a cara dele.
Futilidade. Falsidade. Ego massageado. Tô cansada disso. De mim mesma, da minha vida condenada a ser medíocre. Que se foda.
E a esperança. A alma, a criança. É a única que não passa na minha TV, mas é a única coisa que me mantém viva no sofá.

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