quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Falsas esperanças.

Hoje, mais uma vez, acordei com a esperança de ser feliz novamente, com a esperança de poder amar novamente, de poder sair e encontrar a pessoa que espera por mim, mas lembrei que eu sempre acordo assim, e no final do dia depois do trabalho, eu volto pra casa triste, sozinha e querendo ser menos eu.
E aquele enorme vazio que não me abandona, e aquela dor que não pára nunca de doer, pra onde vai tudo isso? Pra onde vão as sujeiras e as desistências de mim? Logo eu que só choro, que só sonho com um amor que me ame inteiramente porque, pra falar a verdade, eu só encontro amores pela metade, risos pela metade, e é tudo pela metade, e dói saber que ningém completa.
Eu mais uma vez me pergunto como é mesmo que se faz a coisa mais profunda do mundo com total superficialidade. Como é que se ama sem amor? Como é que se entrega de dentro de uma prisão? Nunca soube.
...Ainda é cedo e eu preciso de amor. Só um pouquinho de amor...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

...

Eu preciso apanhar chuva no rosto, sorrir para os homens que me interessam, aceitar os sucos para os quais me convidam. Tenho que beijar minha mama, dizer que eu a amo, chorar no seu colo - sem vergonha de mostrar meus sentimentos, porque eles existiram, e eu os escondi. Talvez eu entre na igrejam e olhe todas aquelas imagens que nunca me disseram nada, e elas terminem me dizendo alguma coisa. Se um homem interessante me convidar para uma boate, eu vou aceitar, e vou dançar a noite inteira, até ficar exausta. Depois irei para a cama com ele - mas não da maneira como fui com outros, ora tentano manter o controle, ora fingindo coisas que não sentia. Quero me entregar a um homem, à cidade, à vida e finalmente, à morte.

E se eu me for, saiba que você foi o único que conseguiu me ler sem que eu pedisse...

Eu sou aquela garota que ama demais, chora demais, mas que decepciona demais. E eu não posso fazer um pacto, pq sei que dessa vez eu é que não cumprirei. Não consigo nem com as minhas dores, e não quero transpô-las a você porque eu sei que você não merece.
Talvez um dia eu escreva um texto de verdade pra você.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro, o dia que eu mais chorei.

E finalmente a tão sonhada sms chegou, às extamente 17:49, mas só que imaginei que seria: "Oi, meu amor! Desculpa não ter te mandado isso antes, parabéns por mais um mês, hj é o nosso dia, saiba que Te Amo, você é a mulher da vida!", e eu me surpreendi com essas expectatitavas eu borram a maquiagem e comprimem meu estômago.
Vc me mandou um "Oi. Como está?" tão frio, tão seco, que até fui obrigada a mentir e dizer que sim, que eu tava bem. Eu não sei porque ainda continuo assim, me matando por um pedaço de felicidade, por uma lasquinha de amor.
Cansei de chorar pelos cantos e ver que nem com o choro minha vida se resolve, cansei de dar amor a quem não merece, a dar valor a quem não dá a mínina, isso dói sabia? Dói como uma pedrada na cabeça!


Não tenho mais nada a declarar, vou ali, acabar de morrer, porque eu já me sinto tão sem forças pra viver...

Para ler ouvindo Inside For You - The Maine

11 de Setembro... É uma data marcante, aniversário de uma tragédia que marcou o mundo, tantos heróis foram reconhecidos, tantas crianças nasceram nesse dia e, nosso aniversário de 2 meses. Tem tudo pra ser um maravilhoso, se não fosse nossa distância de 2.477 km, se não fosse esses malditos números que te afasta de mim.
Hoje eu teria todos os motivos pra sorrir, mas não consigo. Eu sinto uma dor tão grande, porque eu sinto demais, amo demais e acho que amo por nós dois. Tanta coisa mudou durante 2 meses, tão pouco tempo, né? Temo que os sentimentos tenham mudado, temo que o teu coração já não me pertença mais, temo pelo meu coração que só sofre.
As pessoas mudam, por que não seria diferente com os sentimentos?
Não me pergunte o porquê de eu ser assim. As vezes nem eu me entendo. Sou triste com a simplicidade de admitir isso.
Tá cada vez mais complicado pra eu vir aqui e pôr toda isso pra fora, ta cada vez mais complicado eu te dizer que quero você por perto, ta cada vez mais complicado esse seu amor estranho.
Aiii, de novo eu tô aqui, de frente ao pc, ouvindo músicas tristes, ouvindo nossas músicas que dizem tanto sobre nós, sobre o quase amor que ficou lá atrás, porque ultimamente estamos parecendo dois estranhos. Quando dei por mim The Maine já tava ao pé do meu ouvido sussurrando: "I'm on a trip/I can't get off, can't get over/I want it all/I want it all inside of you/I call you up/You're getting off, I'm coming over..."
E volto a lembrar de todos os risos que demos sem sentido, de todas as conversas loucas que tivemos, e até mesmo do dia em que me pediu em casamento. E sinto saudades...
Mas o dia mal começou e eu vou ficar aqui, te esperando, esperando por uma sms, esperando por um "oi" no msn, esperando por você...

Porque meu coração tem essa mania de ser apegar tão rápido as pessoas?

sábado, 10 de setembro de 2011

Mas eu sou só mais uma garota imbecil a se repetir.

Estar perto não é físico!

Sobre a vida que escorre pelos meus dedos...

Eu não sou nada e a desgraça cai sobre minha cabeça e eu só sei usar palavras e as palavras são mentirosas e eu continuo continuo a sofrer, afinal, o fio sobe a parede escura. Eu só tenho uma vida e essa vida escorre pelos meus dedos e encaminha-se para a morte serenamente e eu nada posso fazer e apenas assisto ao meu esgotamento em cada minuto que passa, sou só no mundo, quem me quer não me conhece, quem me conheceme teme e eu sou pequena e pobre, não saberei que existi a poucos anos, o que me resta para viver é pouco e o que me resta para viver no entanto continuará intocada e inútil, por que te apiedas de mim? Que não sou nada, dai-me o que preciso.

‘Chorar, chorar…

Hoje eu resolvi chorar por todos esses anos que não derramei uma lágrima, chorei porque a minha mãe não me deu aquele patins quando eu tinha 11 anos, chorei por causa dos meus antigos preblemas que eram resolvidos assim: 2+2=4, chorei por causa daquele primeiro amor que tanto doeu em mim, chorei por causa das pessoas que foram importantes em minha vida, e hoje em dia passam do meu lado na rua e não me dão um “oi” sequer, chorei por causa daquela minha melhor amiga que me traiu, por causa da minha nova melhor amiga que foi embora, chorei por causa daquela amiga que não estava aqui quando eu precisei, chorei por causa dos meus pais que sempre dificultaram o convívio comigo, chorei por causa da minha amiga que sempre acreditou em mim, chorei por causa de todas as chances que disperdicei, por causa de todas as vezes que falhei, chorei por todas as vezes que tive medo, que fiquei insegura, que eu me deixei levar.

Chorei por me sentir extremamente pequena no meio de toda essa gente hipócrita, chorei por uma total egoísta chorei porque eu nunca mais o encontrei naquela pracinha, chorei porque eu preciso de um abraço. E até agora não tive!!

Para ler ouvindo Someone Like You - Adele

Penso. Calculo os fatos, calculo as palavras. Apago não calculo mais nada.
01:20 da madrugada. Sozinha de novo. O nada. Quero um cigarro como companhia. Uma tragada. Não quero mais. As mãos congelam, o coração também.
Não sinto mais nada, tudo lá for ainda faz o som de saudade. O mundo gira... Cabeças, braços, pernas e coração quebrados... Calor, fome, miséria, Desgraça, aquecimento, a merda. E o mundo ainda gira.
Desgraçado, viu. Não se importa com os outros. Não importa o que aconteça que se foda todo este lugar, toda esta sociedade, ele ainda gira. Na dele.
Queria uma bebida para acordar atordoada no meio da noite, louca por um copo de guarané jesus. Ressaca de sábado. É bom beber no sábado a noite, quando a cidade inteira se apaga. Você tira o domingo só pra cuidar de si própria. É uma desculpa pra não ter que ver a cara dele.
Futilidade. Falsidade. Ego massageado. Tô cansada disso. De mim mesma, da minha vida condenada a ser medíocre. Que se foda.
E a esperança. A alma, a criança. É a única que não passa na minha TV, mas é a única coisa que me mantém viva no sofá.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sem título.

Antes de tudo, antes de todos, costumava ser mais fácil. Eu não passava dias e dias chorando, o meu coração não doía como está doendo agora. Eu poderia até dizer que eu era feliz. Mas as coisas mudam, o tempo passa. E eu fico aqui, sem saber o que fazer, sentindo o vazio aumentando cada vez mais e vendo os motivos pelo qual sorria indo embora.
A única coisa que passa pela minha cabeça agora é desistir de tudo, mas no fundo eu sei que não vale a pena. Não vale a pena porque ninguém sentiria minha falta, e eu consigo facilmente perceber isso. E eu fico assim, triste, sólida, fria. Enquanto a minha dor vai tomando conta do meu corpo, e eu apenas vou guardando lembranças que irão ser motivo do meu viver daqui um tempo. Porque eu me vejo sem ninguém, sem nenhum sorriso, nenhuma palavra confortante. Pode parecer exagero, mas é assim que eu me sinto sozinha, perdida, confusa.