quarta-feira, 17 de agosto de 2011

1/3 de minha dor...


Era verdade que eu levara até as últimas conseqüências muitas coisas em minha vida, mas só o que não era importante - como prolongar brigas que um pedido de desculpas resolveria, ou deixar de ligar para um homem pelo qual estava apaixonada, por achar que aquela relação não ia levar a nada. Fui intransigente justamente naquilo que era mais fácil: mostrar pra mim mesma minha força e indiferença, quando na verdade eu era uma mulher frágil, que jamais conseguira destacar-se nos estudos, nas competições esportivas de minha escola, na tentativa de manter a harmonia em meu lar.
Superei os meus defeitos simples, só pra ser derrotada nas coisas importantes e fundamentais. Conseguia passar a aparência da mulher independentrente, quando necessitava desesperadamente de uma companhia. Chegava nos lugares e todos me olhavam, mas geralmente terminava a noite sozinha, em casa, na frente do computador com um pote de moça fiesta. Dera a todos os meus amigos a impressão de ser um modelo que eles deviam invejar - e gastei o melhor de minhas energias tentando me comportar à altura da imagem que criei para mim mesma.
Por causa disso, nunca me sobraram forças para ser eu mesma - uma pessoa que, como todas as outras do mundo, necessitava dos outros para ser feliz. Mas os outros eram tão difíceis! Tinham reações imprevisíveis, viviam cercados de defesas, comportavam-se também como eu, mostrando indiferença a tudo. Quando chegava alguém mais aberto para a vida, ou o rejeitavam imediatamente, ou o faziam sofrer, consireando-o inferior e "ingênuo".
Muito bem: podia ter impressionado muita gente com minha força e determinação mas aonde havia chegado? No vazio. Na solião completa. Em meu quarto, ao som da Amy.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado e volte sempre!