quinta-feira, 30 de junho de 2011

“- E agora? O que acontece quando não se tem mais nada com o amor?"

Vazio


Aquele momento que só você sabe o quanto tá doendo ficar sem aquela pessoa, e mais ninguém no mundo conseguiria preencher o vazio que a pessoa amada deixo no seu coração.

A vida nos ensina a amar, e nos ensina a chorar. Pode ser irônico, mas a verdade é que você não sabe o valor do amor até chorar por ele.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A falta


Você já sentiu loucamente a falta de alguém ?

Cry


Não menina, não chore. Eu sei que está doendo, doendo tanto que já não dá mais para controlar e nem aguentar, mas por mais dolorido que seja ouvir isso as lágrimas não vão tirar essa dor de você. Tem que ser forte, por você, por quem gosta de você, olhe para cima e siga em frente. É difícil, mas uma hora vai ficar fácil, uma hora tudo vai melhorar, e aí um sorriso sincero vai surgir no seu rosto novamente.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Saudade não tem tradução

Hoje aquela dor fez aniversário... Faz 3 anos que que tudo aconteceu. Faz 3 anos que eu te vi morrer e num desespero total corri pro banheiro. Sempre achei que o banheiro era o melhor lugar pra se chorar, pra esporrar, pra gritar. Senti tanto medo naquela noite, fiquei igual criança com medo do escuro, com o coração na mão.
Foi a noite mais triste da minha vida, em que eu perdi você pra sempre. Ai, Papai, só hoje que eu aprendi sem a gramática que saudade não tem tradução.
Sabe, nunca me imaginei viver sem você, você era a única pessoa que me amava de verdade, que se preocupava comigo, mesmo eu sendo como sou, marrenta!
Dizem que só sabemos o valor da perda quando perdemos de verdade... Tô começando a acreditar sabe?



[Clarisse - Legião Urbana]

domingo, 26 de junho de 2011



Nunca fui como todos. Nunca tive muitos amigos. Nunca fui favorita. Nunca fui o que meus pais queriam. Nunca tive alguém que me amasse. Mas tive somente a mim. A minha absoluta verdade. Meu verdadeiro pensamento. O meu conforto nas horas de sofrimento, não vivo sozinha porque gosto e sim porque aprendi a ser só.
"Se eu gostar de você tenha a gentileza de não me deixar tão solta.
Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar.
Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto.
Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim.
E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou."

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Aos 22

É... Há dias fiquei mais velha, e é bobagem, porque sempre ficamos mais velhos. A Demii de agora é mais velha que a Demii de dias atrás, que ficou olhando essa folha em branco e pensando no que rabiscar, no que contar, no que gritar. Mais velha a cada segundo. Só que só percebemos quando o ano passa. Quando o aniversário chega. De repente olhamos e pensamos: Passou um ano. Agora, é um a menos e vamos assim, nessa eterna adição e subtração dos anos. Dançando em meio a números que não possuem significado algum. O meu 1 se transformou em 2 tão repentinamente. Segundo minha sábia mãe, 22 anos já é idade pra ter juízo. Logo eu, que não tenho nem cabeça pra certas coisas.
Quando se é criança os aniversários são pra ganhar presentes e festa. Quando se é adulto é pra reflexões inúteis, como essa. Até você perceber quem bom mesmo... É ser criança. Outrora eu chorava porque eu caía demais e ralava o joelho. Hoje eu tenho um coração com feridas que não cicatrizam e não tem sopro de vento que faça parar de arder, como antigos mertiolates.
A questão é... “Eu tenho mais de 20 anos. E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas.” Mas, hoje eu vou listar um monte de coisas que aprendi no último ano, desde os 21.
Aos 22 eu sei que chorar não resolve tudo. Chorar não adianta. Eu desidrato e não passa. Mas, às vezes, alivia. Que o tempo nem sempre é o melhor remédio. Às vezes, piora a dor. Como câncer que negligenciando esperando apenas por um milagre.
Aos 22 eu sei que quem te abandonou não te conheceu e quem não te conheceu não poderia ter te amado. E que amor platônico é inversamente proporcional a inteligência.
Aos 22 sei que sou como um espelho despedaçado. A gente pode olhar no fundo dos cacos, mas tudo que ele vier a refletir está como ele próprio, partido em mil pedaços.
Aos 22 eu sei que amar a pessoa errada não é melhor das coisas que possa acontecer na vida. Dante Alighieri esqueceu-se desse círculo no seu inferno. O círculo dos rejeitados. Eternamente atormentados.
Aos 22 eu sei que o começo desse meu amor foi errado: como num problema de matemática, teria que apagar os primeiros cálculos e começar de novo. Mas, cálculos são demasiados penosos e têm coisas que uma borracha não apaga, por estarem marcados a ferro.
Aos 22 eu sei que são poucas as pessoas que mostram no olhar a terra prometida. E pouquíssimas as que nos parecem eternas.
Aos 22 eu sei que é mais cômodo ser amado que amar. E quando você dizia “Eu gosto de você”, eu tinha uma vontade enorme de dizer “E eu te amo”... E daí, residia toda a diferença.
Aos 22 eu sei que nós não erramos necessariamente por amar em demasia uma pessoa, nós erramos em esperar que ela nos ame da mesma maneira.
Aos 22 eu sei que Caio descreveu minha angústia e o esforço em me compensar de alguma forma: “Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o de lá de fora. Te vejo perdendo-se todos dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alivio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue seu para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto.”
Aos 22 eu sei que daqui a pouco, com mais alguns aniversários eu vou crescer e achar tudo isso meio ridículo... Mas, eu espero ainda achar um pouco da beleza em tudo.
Aos 22 eu sei que as pessoas adoram dizer que você mudou, mas não se importam de perguntar se você teve motivos pra mudar.
Aos 22 eu tenho medo de um dia perder esta capacidade de escrever e, mais que isso, perder este amor imenso que sinto em fazê-lo. De deixar de chorar tantas e tantas vezes enquanto escolho ou leio frases, historias pensamentos... De deixar de sentir realmente tudo o que coloco aqui. De que tanto ser despedaçada, despedace também minha sensibilidade. De que um dia eu não tenha mas o porquê de escrever. Só escrevo pra dá notícias e dispensar afagos. Escrevo porque meus braços não são longos o suficiente para alcançar esse lugar tão distante onde habita.
Aos 22 eu sei que os maiores amores são os não possíveis. Sua extensão está proporcionalmente ligada ao fato de não poder existir, ele precisa ser grande para que em sua extensão abrigue o impossível.
Aos 22 eu sei que só descobre o significado do amor quando a pessoa não está mais ao seu lado. Quando você a sente todos os dias, mesmo ela não estando lá. Quando esta pessoa nos foi levada pela vida, ainda sente-se a presença dela. Quando não se pode mais ver o seu sorriso, mas verdadeiramente, ela nunca parte.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Para ler ouvindo Damien Rice - Delicate.


Esse foi mais um daqueles finais de semana que quando acaba dou graças a Deus... Sábado foi o dia mais triste de minha vida, o pior é que tinha planos pra esse dia, sacas? Mas sabe como é, nunca é bom fazermos plano, no final tudo dá errado. Passei o dia todo assistindo filmes de terror e no final da tarde o tópico água-com-açúcar, é que preciso desse tipo de filme pra poder chorar, e eu vinha adinado isso à dias, tava deixando pra um momento mai oportuno.
Como sempre, depois do filme estendi o meu drama, chorei tanto que se fosse pra suprir a seca do Brasil supriria. Não consigo mais chorar, sabe? Esporrar, gritar, não consigo, e quando vejo filme de romance misturado com drma, me sinto no papel principal. A angústi não sai mais com aquela facilidade de antes... preciso prova pra mim que ainda sou humana, e dói saber que a vida não é como nos filmes, onde no final nada é feliz. E penso em mim, e sinto tanta dó... Dó por estar sempre só em festas, em datas especiais, no meu aniversário... Meu coração anda precisando tanto de doações, sabe, ele anda fraco de se dar em relacionamentos, tanho medo dele parar a qualquer momento...
Então ligo o music play do meu celular, e ativo o repeat, e sabe quem ta cantando minha dor? Damien Rice. É uma música que tem uma melodia tão linda.. Então vou dormir e enquanto abraço meu travesseiro, as lágrimas caem... E começo a lembrar de tudo de uma vez só, de todos cigarros que fumei, de todas as decepções, das garrafas de vodka pela metade, eu lembrei de tudo. E então eu rezo... Rezo pra que quando eu acordar. Toda a dor tenha amenizado...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Réplica...

Enquanto eu mesma era, mais do que limpa e correta, era uma réplica bonita. Pois tudo isso é o que provavelmente me torna generosa e bonita. Basta o olhar de um homem experimentando para que ele avalie que eis uma mulher de generosidade e graça, e que não dá trabalho, e que não rói um homem: mulher que sorri e ri. Respeito o prazer alheio, e delicadamente eu como o meu prazer, o meu tédio me alimenta e delicadamente me come, o doce tédio de uma lua-de-mel.
Essa imagem de mim entre aspas me satisfazia, e não apenas superficialmente. Eu era a imagem do que eu não era, e essa imagem do não-ser me cumulava toda: um dos modos mais fortes é ser negativamente. Como eu não “não ser” era a minha maior aproximação da verdade: pelo menos eu tinha o lado avesso: eu pelo menos tinha o “não”, tinha o meu oposto. O meu bem eu não sabia qual era, então vivia com algum pré-fervor o que era o meu “mal”.
E vivendo o meu “mal”, eu vivia o lado avesso daquilo que nem sequer eu conseguia querer ou tentar. Assim como quem segue à risca e com amor uma vida de “devassidão”, e pelo menos tem o oposto do que não conhece nem pode, nem quer: uma vida de freira. Só agora sei que eu já tinha tudo embora do modo contrário: eu me dedicava a cada detalhe do não. Detalhadamente não sendo, eu me provava que – que eu era.
Esse modo de não ser era tão mais agradável, tão mais limpo: pois, sem estar agora sendo irônica, sou uma mulher de espírito. E de corpo espirituoso.
Desde já calculo que aquilo que de mais duro pra minha vaidade terá de enfrentar será o julgamento de mim mesma: terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.