quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

coração quebrantado

As palavras já não saem com tanta facilidade, fico horas olhando pra tela do computador sem ter o que escrever, só sentindo... Sentindo o coração pulsar, e ao mesmo tempo parar dentro de mim.
Durante meses vivi uma felicidade que pensei "esperei tanto tempo pra isso, tá valendo a pena". E hoje, hoje minha certeza plena é que ela me abandonou, mais uma vez, essa felicidade acabou-se, assim como sempre foi, me deixava boba, apaixonada e caía fora. É, eu não tô legal, passei a noite em branco, pensando sobre o que escreveria, passei a noite chorando como nunca chorei em toda a minha vida.
Tá fácil perceber que passei a noite chorando, meus olhos já não negam mais, o lápis preto nem a maquiagem, já não disfarçam mais. Eu já não tenho mais forças pra lutar, lutar por essa felicidade tão difícil. Meu olhar procura por algum rosto parecido com o seu, mas não vejo, não encontro.
De repente me lembro de uma frase que vi por aí: "Quem disse que viver seria fácil?" é, agora sei o verdadeiro sentido dela. Já não consigo pensar direito, comer direito, nem viver direito. Pensamentos desconexos me tomam por completa, e é difícil controlá-los todos de uma só vez, é, eu sei, até eu mesma tô sem nexo.
O dia tá frio lá fora, e eu odeio dias frios, me trazem o que eu tanto quero esquecer.
Sinto saudades do tempo em que eu era criança, onde joelhos ralados doíam bem menos que coração partido.








segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Para ler ouvindo Duallity, Slipknot

Bati as mãos contra a parede, procurando brechas, não havia mais. Espatifei as unhas, gritei por uma resposta qualquer. Nem uma veio de volta. Olhei para fora de mim e não consegui localizar ninguém no meio das minhas vibrações da cidade suja. Olhei para dentro de mim e só havia sangue. Derramando, como nas cirandas. Queria acordar, mas não era um sonho. Só às vezes, não consigo. Ultimamente, quase não. Porque também me acontece - como pode estar acontecendo a você que me lê agora - de achar que tudo isso talvez não tenha a menor graça. Pode ser: Deus é uma naja, nunca esqueça, baby.

domingo, 6 de novembro de 2011

Vai... faz que nem todo mundo, desiste de mim.

Como diria Caio Fernando Abreu: "Desapegue. Pessoas gostam do que não tem!"

Eu morreria por você

“- E ela?
- Se foi…
- Para onde?
- Não sei, sei que estás bem distante daqui.
- E porque ficastes?
- Também não sei, acho que fiz o melhor pra ela.
- Mas não a ama?
- Mais do que minha vida, por isso a deixei ir.”

Ja chorou do nada, mas ao mesmo tempo por tudo ?

A solução é abrir o peito e tirar o coração fora.

Sabe aquela sensação de quando você recebe uma mensagem no meio da madrugada falando que te ama? Então, estou esperando.

Sabe aquele dia em que nada te anima?

- Ele: Eu tenho saudades de você.
- Ela: Pena que saudades não traz ninguém de volta.

Tenho 22 anos, mas me sinto velha cada dia q passa, sem forças pra lutar, sem motivos pra viver...

é difícil, sabe? seguir sabendo q tu vai deixar cacos pra trás, deixar quem ama lá atrás, deixar planos pra trás, tentar um futuro sozinha...

É duro ficar esperando as coisas mudarem e elas nunca mudarem, não é?

As pessoas fingem que amam, fingem que se importam, fingem que sentem saudade, fingem que se preocupam e você sofre. Mas aí você aprende com as pessoas e finge que passou.

“- Porque tanta frieza? - Porque um dia, eu fui quente demais, e acabei me queimando”

A gente se apega e nem percebe.

O Homem de Lata não sabia, o quanto era sortudo por não ter coração.

Quando parece que vai ser para sempre, acaba. Quando parece sincero, vira mentira.

“Será que esquecer é a mesma coisa que ter perdido?”

— Como esquecer
- Eu queria ser forte assim como você...

- O que te faz pensar que sou?

- Vejo
isso quando sorri... Parece que a qualquer momento você irá desmoronar,
mas não. Você está sempre lá com a cabeça erguida e sorrindo mesmo
passando a maior dificuldade, pra mim isso é ser forte. Eu só gostaria
de dizer o mesmo por mim...
 - E como você consegue esconder toda essa dor atrás de um sorriso?
 
- As pessoas acreditam.
 
- Elas não percebem?
 
- Elas não se importam.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os momentos presentes não têm controle sobre si mesmos. Se o telefone tocar, atenda. Se a campainha chamar, abra a porta. Quando estiver descupado outra vez, procure-o novamente com os olhos. Ele já não estará lá. Haverá outro em seu lugar.

O que talvez nunca o direi.

Tentei, então, com toda a delicadeza possível, sem decidir propriamente decidi no meio da tarde - uma tarde morna demais, preguiçosa demais para conter esse verbo veemente: decidir. Como ia dizendo, no meio da tarde lenta demais, escolhi que - se viesse alguma sofreguidão na garganta, e veio - diria qualquer coisa como olha, tenho medo do normal, baby.

Pra minha dor.

Um instante antes de chorar, coloquei Amy Winehouse e sentei em frente ao computador para escrever, ainda pensei: gosto tanto de ti, baby. Só que escritores são muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias. Tu me ama pelo que me mata. E se apunhalo é porque é para ti, para ti que escrevo, e não entende nada.

A vida acontecendo em volta, escrota e nua.

Talvez tome mais uma dose de uísque, qualquer coisa assim. Por onde você tem andado baby?

Verdade interior.


Eu estou parada na janela. Eu olho para fora. Não há nada diferente ou incomum lá fora. São as mesmas coisas, do outro lado e mais além da rua. As mesmas árvores. Algumas vidas existindo tão discretamente quanto a minha, por trás de outras janelas nas casas do outro lado e além da rua. Assim, olhando, de repente eu percebo tão quieta que tenho vontade de fazer alguma coisa. Qualquer coisa dessas cotidianas, anônimas, beber uísque, quem sabe acender um cigarro, ligar o music player, quem sabe abrir a janela atrás do qual estou parada. Mas não faço nada. Eu prefiro não fazer nada. Permaneço assim: parada, calada, quieta sozinha. Na janela, olhando para fora.
Então, o céu escurece. Não há pausa nem gradação. Súbito, o céu escurece.

sábado, 15 de outubro de 2011

- Era inútil abrigar-se na dor de cada caso, revoltar-se contra os acontecimentos, porque os fatos eram apenas um rasgão no vestido, de novo a seta muda indicando o fundo das coisas, um rio que seca e deixa ver o leito nu.

Eu sou mais um corpo vivendo, nada mais.


Quero te conhecer por outra tua alma por outras fontes, seguir tua alma por outro caminhos; nada desejo de tua vida que passa, nem teu nome, nem teus sonos, nem a história do teu sofrimento; o mistério explica mais que a claridade; também não indagarás de mim o que quer que seja; sou Idêmia, tu és um corpo vivendo, eu sou um corpo vivendo, nada mais.
O tolo, talvez tivesse sofrido então e amado se soubesse de meu nome, de minhas esperanças e dores. É verdade que o silêncio entre nós fora assim mais perfeito. Mas de que valia... Apenas corpos vivendo. Não, não, ainda melhor assim: cada um com o corpo, empurrando-o para frente, querendo sofregamente vivê-lo. Procurando cheio de cobiça, subir sobre o outro, pedindo cheio de covardia astuciosa e comovente para existir melhor, melhor. Tomei consciência da solidão em que me achava, no centro de uma casa vazia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Falsas esperanças.

Hoje, mais uma vez, acordei com a esperança de ser feliz novamente, com a esperança de poder amar novamente, de poder sair e encontrar a pessoa que espera por mim, mas lembrei que eu sempre acordo assim, e no final do dia depois do trabalho, eu volto pra casa triste, sozinha e querendo ser menos eu.
E aquele enorme vazio que não me abandona, e aquela dor que não pára nunca de doer, pra onde vai tudo isso? Pra onde vão as sujeiras e as desistências de mim? Logo eu que só choro, que só sonho com um amor que me ame inteiramente porque, pra falar a verdade, eu só encontro amores pela metade, risos pela metade, e é tudo pela metade, e dói saber que ningém completa.
Eu mais uma vez me pergunto como é mesmo que se faz a coisa mais profunda do mundo com total superficialidade. Como é que se ama sem amor? Como é que se entrega de dentro de uma prisão? Nunca soube.
...Ainda é cedo e eu preciso de amor. Só um pouquinho de amor...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

...

Eu preciso apanhar chuva no rosto, sorrir para os homens que me interessam, aceitar os sucos para os quais me convidam. Tenho que beijar minha mama, dizer que eu a amo, chorar no seu colo - sem vergonha de mostrar meus sentimentos, porque eles existiram, e eu os escondi. Talvez eu entre na igrejam e olhe todas aquelas imagens que nunca me disseram nada, e elas terminem me dizendo alguma coisa. Se um homem interessante me convidar para uma boate, eu vou aceitar, e vou dançar a noite inteira, até ficar exausta. Depois irei para a cama com ele - mas não da maneira como fui com outros, ora tentano manter o controle, ora fingindo coisas que não sentia. Quero me entregar a um homem, à cidade, à vida e finalmente, à morte.

E se eu me for, saiba que você foi o único que conseguiu me ler sem que eu pedisse...

Eu sou aquela garota que ama demais, chora demais, mas que decepciona demais. E eu não posso fazer um pacto, pq sei que dessa vez eu é que não cumprirei. Não consigo nem com as minhas dores, e não quero transpô-las a você porque eu sei que você não merece.
Talvez um dia eu escreva um texto de verdade pra você.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro, o dia que eu mais chorei.

E finalmente a tão sonhada sms chegou, às extamente 17:49, mas só que imaginei que seria: "Oi, meu amor! Desculpa não ter te mandado isso antes, parabéns por mais um mês, hj é o nosso dia, saiba que Te Amo, você é a mulher da vida!", e eu me surpreendi com essas expectatitavas eu borram a maquiagem e comprimem meu estômago.
Vc me mandou um "Oi. Como está?" tão frio, tão seco, que até fui obrigada a mentir e dizer que sim, que eu tava bem. Eu não sei porque ainda continuo assim, me matando por um pedaço de felicidade, por uma lasquinha de amor.
Cansei de chorar pelos cantos e ver que nem com o choro minha vida se resolve, cansei de dar amor a quem não merece, a dar valor a quem não dá a mínina, isso dói sabia? Dói como uma pedrada na cabeça!


Não tenho mais nada a declarar, vou ali, acabar de morrer, porque eu já me sinto tão sem forças pra viver...

Para ler ouvindo Inside For You - The Maine

11 de Setembro... É uma data marcante, aniversário de uma tragédia que marcou o mundo, tantos heróis foram reconhecidos, tantas crianças nasceram nesse dia e, nosso aniversário de 2 meses. Tem tudo pra ser um maravilhoso, se não fosse nossa distância de 2.477 km, se não fosse esses malditos números que te afasta de mim.
Hoje eu teria todos os motivos pra sorrir, mas não consigo. Eu sinto uma dor tão grande, porque eu sinto demais, amo demais e acho que amo por nós dois. Tanta coisa mudou durante 2 meses, tão pouco tempo, né? Temo que os sentimentos tenham mudado, temo que o teu coração já não me pertença mais, temo pelo meu coração que só sofre.
As pessoas mudam, por que não seria diferente com os sentimentos?
Não me pergunte o porquê de eu ser assim. As vezes nem eu me entendo. Sou triste com a simplicidade de admitir isso.
Tá cada vez mais complicado pra eu vir aqui e pôr toda isso pra fora, ta cada vez mais complicado eu te dizer que quero você por perto, ta cada vez mais complicado esse seu amor estranho.
Aiii, de novo eu tô aqui, de frente ao pc, ouvindo músicas tristes, ouvindo nossas músicas que dizem tanto sobre nós, sobre o quase amor que ficou lá atrás, porque ultimamente estamos parecendo dois estranhos. Quando dei por mim The Maine já tava ao pé do meu ouvido sussurrando: "I'm on a trip/I can't get off, can't get over/I want it all/I want it all inside of you/I call you up/You're getting off, I'm coming over..."
E volto a lembrar de todos os risos que demos sem sentido, de todas as conversas loucas que tivemos, e até mesmo do dia em que me pediu em casamento. E sinto saudades...
Mas o dia mal começou e eu vou ficar aqui, te esperando, esperando por uma sms, esperando por um "oi" no msn, esperando por você...

Porque meu coração tem essa mania de ser apegar tão rápido as pessoas?

sábado, 10 de setembro de 2011

Mas eu sou só mais uma garota imbecil a se repetir.

Estar perto não é físico!

Sobre a vida que escorre pelos meus dedos...

Eu não sou nada e a desgraça cai sobre minha cabeça e eu só sei usar palavras e as palavras são mentirosas e eu continuo continuo a sofrer, afinal, o fio sobe a parede escura. Eu só tenho uma vida e essa vida escorre pelos meus dedos e encaminha-se para a morte serenamente e eu nada posso fazer e apenas assisto ao meu esgotamento em cada minuto que passa, sou só no mundo, quem me quer não me conhece, quem me conheceme teme e eu sou pequena e pobre, não saberei que existi a poucos anos, o que me resta para viver é pouco e o que me resta para viver no entanto continuará intocada e inútil, por que te apiedas de mim? Que não sou nada, dai-me o que preciso.

‘Chorar, chorar…

Hoje eu resolvi chorar por todos esses anos que não derramei uma lágrima, chorei porque a minha mãe não me deu aquele patins quando eu tinha 11 anos, chorei por causa dos meus antigos preblemas que eram resolvidos assim: 2+2=4, chorei por causa daquele primeiro amor que tanto doeu em mim, chorei por causa das pessoas que foram importantes em minha vida, e hoje em dia passam do meu lado na rua e não me dão um “oi” sequer, chorei por causa daquela minha melhor amiga que me traiu, por causa da minha nova melhor amiga que foi embora, chorei por causa daquela amiga que não estava aqui quando eu precisei, chorei por causa dos meus pais que sempre dificultaram o convívio comigo, chorei por causa da minha amiga que sempre acreditou em mim, chorei por causa de todas as chances que disperdicei, por causa de todas as vezes que falhei, chorei por todas as vezes que tive medo, que fiquei insegura, que eu me deixei levar.

Chorei por me sentir extremamente pequena no meio de toda essa gente hipócrita, chorei por uma total egoísta chorei porque eu nunca mais o encontrei naquela pracinha, chorei porque eu preciso de um abraço. E até agora não tive!!

Para ler ouvindo Someone Like You - Adele

Penso. Calculo os fatos, calculo as palavras. Apago não calculo mais nada.
01:20 da madrugada. Sozinha de novo. O nada. Quero um cigarro como companhia. Uma tragada. Não quero mais. As mãos congelam, o coração também.
Não sinto mais nada, tudo lá for ainda faz o som de saudade. O mundo gira... Cabeças, braços, pernas e coração quebrados... Calor, fome, miséria, Desgraça, aquecimento, a merda. E o mundo ainda gira.
Desgraçado, viu. Não se importa com os outros. Não importa o que aconteça que se foda todo este lugar, toda esta sociedade, ele ainda gira. Na dele.
Queria uma bebida para acordar atordoada no meio da noite, louca por um copo de guarané jesus. Ressaca de sábado. É bom beber no sábado a noite, quando a cidade inteira se apaga. Você tira o domingo só pra cuidar de si própria. É uma desculpa pra não ter que ver a cara dele.
Futilidade. Falsidade. Ego massageado. Tô cansada disso. De mim mesma, da minha vida condenada a ser medíocre. Que se foda.
E a esperança. A alma, a criança. É a única que não passa na minha TV, mas é a única coisa que me mantém viva no sofá.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sem título.

Antes de tudo, antes de todos, costumava ser mais fácil. Eu não passava dias e dias chorando, o meu coração não doía como está doendo agora. Eu poderia até dizer que eu era feliz. Mas as coisas mudam, o tempo passa. E eu fico aqui, sem saber o que fazer, sentindo o vazio aumentando cada vez mais e vendo os motivos pelo qual sorria indo embora.
A única coisa que passa pela minha cabeça agora é desistir de tudo, mas no fundo eu sei que não vale a pena. Não vale a pena porque ninguém sentiria minha falta, e eu consigo facilmente perceber isso. E eu fico assim, triste, sólida, fria. Enquanto a minha dor vai tomando conta do meu corpo, e eu apenas vou guardando lembranças que irão ser motivo do meu viver daqui um tempo. Porque eu me vejo sem ninguém, sem nenhum sorriso, nenhuma palavra confortante. Pode parecer exagero, mas é assim que eu me sinto sozinha, perdida, confusa.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pra ler ouvindo Clarisse, Legião Urbana.


E hoje finalmente eu terminei de ler aquele livro, aquele que há dias vinha adiando.
Veronika Decide Morrer, de Paulo Coelho, conta a história da jovem Veronika que tenta suícidio e acaba indo parar num sanatório, e lá, distante do mundo, diante da ânsia da morte que nunca chega, somente lá, reconhece o valor da vida e descobre o verdadeiro amor, a história é muito linda! Ela deveria me fazer pensar no valor da vida, das pessoas que realmente me amam, mas logo eu, a garota que vive tentando suicidar-se, mas que sempre deixa pro dia seguinte, porque não tem coragem o suficiente pra fazê-lo! Logo eu que ando pelos cantos com medo de que as pessoas pudessem ver esse meu lado triste, o lado que eu sempre escondo por trás de um sorriso.
Ultimamente, ando vivendo menos. Sinto que minha vida, minha juventude estão indo embora e eu, pra falar a verdade, não tenho mais nem vontade de vivê-las. A vida social de antigamente, os amigos, tudo ta indo embora também, e pra dizê-lo a verdade, não sinto falta... Ta, só de vez em quando, quando lembro de todas as bebidas, de todos os cigarros, das cinza que junto com elas também iam as minhas, lembro da todas as vezes que voltei pra casa me sentindo vazia e suja por ter dado pra mais um, mas, sabe quando tu já não consegue mais viver por exatamente ter medo do que as pessoas possam fazer com você, com seu coração?
VAZIO, é essa a sensação que eu tenho todos os dias ao acordar, e junto vem a vontade de viver menos, de amar menos, porque eu sempre amo demais, meu defeito é me doar demais e receber de menos... A vida me decepciona, as pessoas me decepcionam, eu sou uma decepção!
"Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado/Quem diz que me entende nunca quis saber..." Dessa vez, quem canta é o Legião Urbana, e revejo minha vida inteira passar como um flash back. Quando ponho os fones de ouvido, eu esqueço do mundo, das pessoas e até mesmo de mim, do que eu era antes e como eu me tornei hoje. Uma pessoa triste e sem vontade de viver.
Algumas pessoas me falam que eu preciso voltar a gostar de mim mesma, que devo convencer-me de que sou capaz de tomar minhas próprias conclusões. Que eu não posso ser empurrada para coisas que eu não escolhi. Pra mim, a morte na maioria das vezes é uma bênção..

segunda-feira, 29 de agosto de 2011


A dor da sua partida trouxe toda a dor do mundo. De uma só vez. Mas agora já passa da meia noite. Não é mais nosso aniversário de fim e, pra te falar a verdade, eu já não sofro mais o nosso fim faz tempo. E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Você chegou e me levou embora. Levou embora a menina que tinha medo de sentir a vida e esperava uma salvação para tudo. Quem sobrou é essa desconhecida que se conhece muito bem em suas bizarrices, lê livros de literatuta, substituiu o bege pela cor do verão, tem uma mãe gente boa ainda que chata, adora os poucos e estranhos amigos, não espera mais pelo cavalo branco mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe.

domingo, 21 de agosto de 2011

Amorfílica

É nessas horas de raiva suprema, de ferida que não sara casquinhas que se abrem em trechos sacolejantes, um passo e um ladrilho que balança, nunca firme, que não termina, e a vontade de escrever me toma antes de qualquer necessidade fisiológica, física ou peculiar. Falar já se tornou cansativo, e ouvir os mesmos conselhos, os avisos de "eu te avisei" é a única coisa que abomino, e não tenho necessidade, agora. Acontece que a principal pessoa a enxergar, sentir, capaz de proteger as ilusões, essas tentativas que mesmo intuitivamente sabendo furadas, acreditamos contaminadas – cheias de romances com finais felizes – somos nós; depois de percalços cheios de pedregulhos e penar como que com uma cruz nas costas, arranhando qualquer perdão voluntarioso, pesando enquanto se tenta caminhar rumo à solidez a gente acaba se dando conta de que tudo isso que sucedeu esse tempo todo de chances, desculpas aceitas, esfarrapadas e pela metade, foram pura enganação. Iludir a si mesmo, enfeitar o real com rosa, purpurina e fita mimosa. Não notando que tudo degringola, e se deforma por conta dessa visão que não condiz à realidade.
Uma cega que exita em ver, apalpar a realidade e esquecer na estante os contos dos Irmãos Grimm ou os filmes da Disney. E que Deus propaga o perdão, a aceitação do erro, essas teorias de que rancor faz mal pro coração, na fisiologia humana. Sendo que quase todas as vezes que disse sim, guiada pelo sentimento e a cabeça sendo esquecida, intocada, poucas foram reaproveitadas. Raras, com felizes para sempre. E cansa ser assim ingênua, fervorosa. Vontade de desaprender a digitar, ler, ou ouvir. Lembrar dos conselhos velhos de papai que homem gosta de sofrer, não presta e nem merece ser ouvido. Pisou na bola, é contra-ataque.
Uma fadiga de ser eternamente depositada de litros de uma compaixão imperecível, um estigma de bondade para voltar em triplo e me deixar ser assim molestada, usufruída, desfrutada; afetivamente. Essa auréola visível e que apóstolos de Lúcifer, Satã quem sabe, insistem em tentar retirar e me tatuar algum símbolo de maldade, pessimismo. Partícula de sanguínea, que exala no ar o cheiro da caça, da dor, e da humanidade, para que vampiros sugantes de alma, carinho e leveza me encontrem, feito GPS. Num beco sem saída, sinuca de bico, encruzilhada sem escape e passagem-secreta. E sofro, voltando a me fechar num luto interno, com demoras para recuperação de auto-estima, mil livros e sapatos, em forma de recompensa à esses traumas.
Pressentimentos inaproveitados, onde eu sabia que cairia pela trigésima vez nessa vala funda, e ainda assim quis arriscar, ver aonde ia parar, tentar sair por cima e como mulher equilibrada; todos os ensinamentos em mente, não dando vantagem ao erro, e nem sequer possibilidade. E na verdade, ou se cai bem fundo, tão fundo que não tem volta; e sim, fundição, conexão feita e sucesso êxito. Ou ainda, é apenas mais uma das chances, a tal benevolência, que precisa ser gasta e não encontra indivíduo, objeto, e tento fazer crescer: seja você, ou a nossa situação sem pé nem cabeça. Lugar preenchido, ainda na sua presença, a falta, a falta, a falta.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Meu ódio.


Ódio. Algo quase tão físico como paredes, celulares, ou pessoas - eu quase podia tocar a energia destruidora qua saía do meu corpo. Deixei que o sentimento viesse, sem me preocupar se era bom ou não - bastava de autocontrole, de máscaras, de posturas convenientes.
Recusei-me a ser simpática e conversar com os outros quando queria ficar sozinha, e agora eu era livre o suficiente para sentir ódio - embora esperta o bastante para não começar a quebrar tudo à minha volta.
Odiei tudo o que pude naquele momento. A mim mesma, o mundo, a cadeira que estava na minha frente, as pessoas perfeitas, os criminosos. Estava isolada em meu mundo, mas podia sentir coisas que os seres humanos escondem de si mesmos - porque somos todos educados apenas para amar, aceitar, tentar descobrir uma saída, evitar o conflito. Eu odiava tudo, mas odiava principalmente a maneira como eu conduzira minha vida - sem jamais descobrir as centenas de outras Idêmias que habitavam dentro de mim, e que eram interessantes, loucas, curiosas, corajosas, arriscadas.
Em dado momento, comecei a sentir ódio pela pessoa que mais amava no mundo: minha mãe. A excelente esposa que trabalhava incansavelmente, sacrificando sua vida para que sua filha tivesse uma boa educação, se vestisse como uma princesa, comprasse sapatos e roupas caras, enquanto ela remendava o velho vestido que usava há anos.
"Como posso odiar quem apenas me deu amor?", pensava eu, confusa, e querendo corrigir meus sentimentos. Mas já era tarde demais, o ódio estava solto, eu abrira as portas do meu inferno pessoal. Odiava o amor que me tinha sido dado - porque não pedia nada em troca - o que é absurdo, irreal, contra as leis da natureza.
O amor que não pedia nada em troca conseguia encher-me de culpa, de vontade de corresponder às suas expectativas, mesmo que isso significasse abrir mão de tudo que havia sonhado para mim mesma. Era um amor que tentava me esconder, durante anos, os desafios e a podridão do mundo - ignorando que um dia eu iria me dar conta disso, e não teria defesas para enfrentá-los. E meu pai? Odiava meu pai també, e pra isso não há explicações.
Odiava tudo. A biblioteca com seu monte de livros alheios de explicações sobre a vida, o colégio onde eu fora obrigada a gastar noites inteiras aprendendo matemática...

1/3 de minha dor...


Era verdade que eu levara até as últimas conseqüências muitas coisas em minha vida, mas só o que não era importante - como prolongar brigas que um pedido de desculpas resolveria, ou deixar de ligar para um homem pelo qual estava apaixonada, por achar que aquela relação não ia levar a nada. Fui intransigente justamente naquilo que era mais fácil: mostrar pra mim mesma minha força e indiferença, quando na verdade eu era uma mulher frágil, que jamais conseguira destacar-se nos estudos, nas competições esportivas de minha escola, na tentativa de manter a harmonia em meu lar.
Superei os meus defeitos simples, só pra ser derrotada nas coisas importantes e fundamentais. Conseguia passar a aparência da mulher independentrente, quando necessitava desesperadamente de uma companhia. Chegava nos lugares e todos me olhavam, mas geralmente terminava a noite sozinha, em casa, na frente do computador com um pote de moça fiesta. Dera a todos os meus amigos a impressão de ser um modelo que eles deviam invejar - e gastei o melhor de minhas energias tentando me comportar à altura da imagem que criei para mim mesma.
Por causa disso, nunca me sobraram forças para ser eu mesma - uma pessoa que, como todas as outras do mundo, necessitava dos outros para ser feliz. Mas os outros eram tão difíceis! Tinham reações imprevisíveis, viviam cercados de defesas, comportavam-se também como eu, mostrando indiferença a tudo. Quando chegava alguém mais aberto para a vida, ou o rejeitavam imediatamente, ou o faziam sofrer, consireando-o inferior e "ingênuo".
Muito bem: podia ter impressionado muita gente com minha força e determinação mas aonde havia chegado? No vazio. Na solião completa. Em meu quarto, ao som da Amy.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011



Eu não consigo mais vir aqui e falar tudo que sinto, não mesmo... Ta complicado pra mim, sinto muitas coisas e nenhuma ao mesmo tempo, sinto o mundo inteiro pesando em mim, e sinto principalmente, não sei mais ser eu mesma. Deixei de ser há muito tempo, só agora pude perceber durante a dor de te perder... De te perder pra mim mesma...

Ta tudo tão escuro, tão doloroso, e diante dessa dor, minhas palavras somem.

sábado, 16 de julho de 2011

Sobre bipolaridade.

Bipolaridade é doença. A sociedade não é o único motivo de sua vida ser como é. Se cortar é coisa séria. Gosto não se discute. Acorde e viva sua vida, antes de sair por aí criticando à tudo e todos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eu acredito.


Não , eu não tenho unhas perfeitas, o corpo perfeito e nem o cabelo perfeito, Sou super louca e ao mesmo tempo tímida. Sou também muito sensível, retardada, mudo de humor Muito fácil. Tenho muita preguiça, e não sou muito organizada, mais mesmo assim gosto das coisas do meu jeito. Odeio pessoas que se acham superiores do que as outras, amo música, e sou totalmente viciada em guaraná jesus e chocolaate. Amo quando pessoas me abraçam e também amo ficar rodeada de amigos. Eu prefiro All Star do que um salto de 15 centímetros, amo internet. Gosto de meninos que usam blusa xadrez e que expressam seus sentimentos. Odeio muito infantilidade, falsidade e preconceito. Eu gosto de desenho animado, e tenho vontade de conhecer o mundo mesmo que seja um sonho quase impossível, eu ainda acredito nele, afinal, nunca se pode desistir de um sonho !

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O que eu fiz e você nem deu valor..


Sabe o que eu fiz? Eu passei dias da minha vida amando. Deixei meu estômago embrulhar cada vez que ele entrava no msn, deixei a minha mente pensar nele dias inteiros e deixei meu coração amá-lo mais a cada dia. Eu perdi noites de sono chorando por ele, perdi dias divertidos querendo ele ao meu lado e perdi muito tempo esperando por ele. Eu entreguei meus versos completos para ele, entreguei folhas em branco cheia de sentimentos para ele e entreguei meu coração para que ele fizesse o que quisesse. Eu fiquei com vergonha ao lado dele, eu inventei assuntos inexplicáveis para conversar mais um pouco com ele e declarei todo o meu amor. Eu sonhei com ele e acordei sorrindo, eu tive pesadelos com ele e acordei chorando, eu passei dias com ele que eu nunca esqueci. Eu desejei ele ao meu lado, eu desejei a mão dele sob a minha, eu desejei a minha cabeça encostada no ombro dele. Imaginei dias no parque com ele, noites no cinema assistindo um filme de romance, nosso futuro juntos. Sabe o que ele fez? A mesma coisa, todos os dias… Por outra menina.

domingo, 3 de julho de 2011

Aquela perdida, um pouco encontrada. Aqueles talentos inofensivos, aquelas manias esquisitas. Aquela 'falta' de tudo. Aquela saudades do que passou, e a saudades do que está por vir. O medo do presente. A ausência de alguns sentimentos - e certezas.

E essa é mais uma sobre dor... Sobre a minha dor!


Ultimamente anda meio complicado eu sentar de frente ao pc e botar tudo pra fora, todas as dores, todas as decepções.. Logo eu, a garota que ri de tudo, até mesmo das próprias cicatrizes e dos pedaços que ando deixando cair por aí.
Ando pelos cantos com MEDO de que alguém chegue perto demais e veja minhas feridas recém-curadas, sim, recém-curadas porque ainda doem e muito, e vezenquando elas inflamam.
Sou feita de sonhos interrompidos, detalhes despercebidos, amores mal resolvidos… Queria tanto sentir como é voltar pra casa e ver motivo pra sorrir. Queria tanto viver na mesma cidade que você.







P.S.: Mais um meio sem nexo, é, eu sei, é tudo que sinto, que posso escrever..

Se eu gostar...


"Se eu gostar de você tenha a gentileza de não me deixar tão solta.
Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar.
Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto.
Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim.
E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou."

quinta-feira, 30 de junho de 2011

“- E agora? O que acontece quando não se tem mais nada com o amor?"

Vazio


Aquele momento que só você sabe o quanto tá doendo ficar sem aquela pessoa, e mais ninguém no mundo conseguiria preencher o vazio que a pessoa amada deixo no seu coração.

A vida nos ensina a amar, e nos ensina a chorar. Pode ser irônico, mas a verdade é que você não sabe o valor do amor até chorar por ele.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A falta


Você já sentiu loucamente a falta de alguém ?

Cry


Não menina, não chore. Eu sei que está doendo, doendo tanto que já não dá mais para controlar e nem aguentar, mas por mais dolorido que seja ouvir isso as lágrimas não vão tirar essa dor de você. Tem que ser forte, por você, por quem gosta de você, olhe para cima e siga em frente. É difícil, mas uma hora vai ficar fácil, uma hora tudo vai melhorar, e aí um sorriso sincero vai surgir no seu rosto novamente.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Saudade não tem tradução

Hoje aquela dor fez aniversário... Faz 3 anos que que tudo aconteceu. Faz 3 anos que eu te vi morrer e num desespero total corri pro banheiro. Sempre achei que o banheiro era o melhor lugar pra se chorar, pra esporrar, pra gritar. Senti tanto medo naquela noite, fiquei igual criança com medo do escuro, com o coração na mão.
Foi a noite mais triste da minha vida, em que eu perdi você pra sempre. Ai, Papai, só hoje que eu aprendi sem a gramática que saudade não tem tradução.
Sabe, nunca me imaginei viver sem você, você era a única pessoa que me amava de verdade, que se preocupava comigo, mesmo eu sendo como sou, marrenta!
Dizem que só sabemos o valor da perda quando perdemos de verdade... Tô começando a acreditar sabe?



[Clarisse - Legião Urbana]

domingo, 26 de junho de 2011



Nunca fui como todos. Nunca tive muitos amigos. Nunca fui favorita. Nunca fui o que meus pais queriam. Nunca tive alguém que me amasse. Mas tive somente a mim. A minha absoluta verdade. Meu verdadeiro pensamento. O meu conforto nas horas de sofrimento, não vivo sozinha porque gosto e sim porque aprendi a ser só.
"Se eu gostar de você tenha a gentileza de não me deixar tão solta.
Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar.
Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto.
Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim.
E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou."

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Aos 22

É... Há dias fiquei mais velha, e é bobagem, porque sempre ficamos mais velhos. A Demii de agora é mais velha que a Demii de dias atrás, que ficou olhando essa folha em branco e pensando no que rabiscar, no que contar, no que gritar. Mais velha a cada segundo. Só que só percebemos quando o ano passa. Quando o aniversário chega. De repente olhamos e pensamos: Passou um ano. Agora, é um a menos e vamos assim, nessa eterna adição e subtração dos anos. Dançando em meio a números que não possuem significado algum. O meu 1 se transformou em 2 tão repentinamente. Segundo minha sábia mãe, 22 anos já é idade pra ter juízo. Logo eu, que não tenho nem cabeça pra certas coisas.
Quando se é criança os aniversários são pra ganhar presentes e festa. Quando se é adulto é pra reflexões inúteis, como essa. Até você perceber quem bom mesmo... É ser criança. Outrora eu chorava porque eu caía demais e ralava o joelho. Hoje eu tenho um coração com feridas que não cicatrizam e não tem sopro de vento que faça parar de arder, como antigos mertiolates.
A questão é... “Eu tenho mais de 20 anos. E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas.” Mas, hoje eu vou listar um monte de coisas que aprendi no último ano, desde os 21.
Aos 22 eu sei que chorar não resolve tudo. Chorar não adianta. Eu desidrato e não passa. Mas, às vezes, alivia. Que o tempo nem sempre é o melhor remédio. Às vezes, piora a dor. Como câncer que negligenciando esperando apenas por um milagre.
Aos 22 eu sei que quem te abandonou não te conheceu e quem não te conheceu não poderia ter te amado. E que amor platônico é inversamente proporcional a inteligência.
Aos 22 sei que sou como um espelho despedaçado. A gente pode olhar no fundo dos cacos, mas tudo que ele vier a refletir está como ele próprio, partido em mil pedaços.
Aos 22 eu sei que amar a pessoa errada não é melhor das coisas que possa acontecer na vida. Dante Alighieri esqueceu-se desse círculo no seu inferno. O círculo dos rejeitados. Eternamente atormentados.
Aos 22 eu sei que o começo desse meu amor foi errado: como num problema de matemática, teria que apagar os primeiros cálculos e começar de novo. Mas, cálculos são demasiados penosos e têm coisas que uma borracha não apaga, por estarem marcados a ferro.
Aos 22 eu sei que são poucas as pessoas que mostram no olhar a terra prometida. E pouquíssimas as que nos parecem eternas.
Aos 22 eu sei que é mais cômodo ser amado que amar. E quando você dizia “Eu gosto de você”, eu tinha uma vontade enorme de dizer “E eu te amo”... E daí, residia toda a diferença.
Aos 22 eu sei que nós não erramos necessariamente por amar em demasia uma pessoa, nós erramos em esperar que ela nos ame da mesma maneira.
Aos 22 eu sei que Caio descreveu minha angústia e o esforço em me compensar de alguma forma: “Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o de lá de fora. Te vejo perdendo-se todos dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alivio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue seu para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto.”
Aos 22 eu sei que daqui a pouco, com mais alguns aniversários eu vou crescer e achar tudo isso meio ridículo... Mas, eu espero ainda achar um pouco da beleza em tudo.
Aos 22 eu sei que as pessoas adoram dizer que você mudou, mas não se importam de perguntar se você teve motivos pra mudar.
Aos 22 eu tenho medo de um dia perder esta capacidade de escrever e, mais que isso, perder este amor imenso que sinto em fazê-lo. De deixar de chorar tantas e tantas vezes enquanto escolho ou leio frases, historias pensamentos... De deixar de sentir realmente tudo o que coloco aqui. De que tanto ser despedaçada, despedace também minha sensibilidade. De que um dia eu não tenha mas o porquê de escrever. Só escrevo pra dá notícias e dispensar afagos. Escrevo porque meus braços não são longos o suficiente para alcançar esse lugar tão distante onde habita.
Aos 22 eu sei que os maiores amores são os não possíveis. Sua extensão está proporcionalmente ligada ao fato de não poder existir, ele precisa ser grande para que em sua extensão abrigue o impossível.
Aos 22 eu sei que só descobre o significado do amor quando a pessoa não está mais ao seu lado. Quando você a sente todos os dias, mesmo ela não estando lá. Quando esta pessoa nos foi levada pela vida, ainda sente-se a presença dela. Quando não se pode mais ver o seu sorriso, mas verdadeiramente, ela nunca parte.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Para ler ouvindo Damien Rice - Delicate.


Esse foi mais um daqueles finais de semana que quando acaba dou graças a Deus... Sábado foi o dia mais triste de minha vida, o pior é que tinha planos pra esse dia, sacas? Mas sabe como é, nunca é bom fazermos plano, no final tudo dá errado. Passei o dia todo assistindo filmes de terror e no final da tarde o tópico água-com-açúcar, é que preciso desse tipo de filme pra poder chorar, e eu vinha adinado isso à dias, tava deixando pra um momento mai oportuno.
Como sempre, depois do filme estendi o meu drama, chorei tanto que se fosse pra suprir a seca do Brasil supriria. Não consigo mais chorar, sabe? Esporrar, gritar, não consigo, e quando vejo filme de romance misturado com drma, me sinto no papel principal. A angústi não sai mais com aquela facilidade de antes... preciso prova pra mim que ainda sou humana, e dói saber que a vida não é como nos filmes, onde no final nada é feliz. E penso em mim, e sinto tanta dó... Dó por estar sempre só em festas, em datas especiais, no meu aniversário... Meu coração anda precisando tanto de doações, sabe, ele anda fraco de se dar em relacionamentos, tanho medo dele parar a qualquer momento...
Então ligo o music play do meu celular, e ativo o repeat, e sabe quem ta cantando minha dor? Damien Rice. É uma música que tem uma melodia tão linda.. Então vou dormir e enquanto abraço meu travesseiro, as lágrimas caem... E começo a lembrar de tudo de uma vez só, de todos cigarros que fumei, de todas as decepções, das garrafas de vodka pela metade, eu lembrei de tudo. E então eu rezo... Rezo pra que quando eu acordar. Toda a dor tenha amenizado...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Réplica...

Enquanto eu mesma era, mais do que limpa e correta, era uma réplica bonita. Pois tudo isso é o que provavelmente me torna generosa e bonita. Basta o olhar de um homem experimentando para que ele avalie que eis uma mulher de generosidade e graça, e que não dá trabalho, e que não rói um homem: mulher que sorri e ri. Respeito o prazer alheio, e delicadamente eu como o meu prazer, o meu tédio me alimenta e delicadamente me come, o doce tédio de uma lua-de-mel.
Essa imagem de mim entre aspas me satisfazia, e não apenas superficialmente. Eu era a imagem do que eu não era, e essa imagem do não-ser me cumulava toda: um dos modos mais fortes é ser negativamente. Como eu não “não ser” era a minha maior aproximação da verdade: pelo menos eu tinha o lado avesso: eu pelo menos tinha o “não”, tinha o meu oposto. O meu bem eu não sabia qual era, então vivia com algum pré-fervor o que era o meu “mal”.
E vivendo o meu “mal”, eu vivia o lado avesso daquilo que nem sequer eu conseguia querer ou tentar. Assim como quem segue à risca e com amor uma vida de “devassidão”, e pelo menos tem o oposto do que não conhece nem pode, nem quer: uma vida de freira. Só agora sei que eu já tinha tudo embora do modo contrário: eu me dedicava a cada detalhe do não. Detalhadamente não sendo, eu me provava que – que eu era.
Esse modo de não ser era tão mais agradável, tão mais limpo: pois, sem estar agora sendo irônica, sou uma mulher de espírito. E de corpo espirituoso.
Desde já calculo que aquilo que de mais duro pra minha vaidade terá de enfrentar será o julgamento de mim mesma: terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Silence...

Mas como era antes o meu silêncio, é o que não sei e nunca soube. Às vezes, olhando um instantâneo tirado numa festa, percebia com leve apreensão irônica o que aquele rosto sorridente e leve me revelava: um silêncio. Um silêncio e um destino que me escapavam, eu, fragmento hieroglífico de um império morto ou vivo. Ao olhar o retrato eu via o mistério. Não. Vou perder o resto do mau gosto, vou começar meu exercício de coragem, viver não é coragem, saber que se vive é a coragem – e vou dizer que na minha fotografia eu via O Mistério. A surpresa me tomava de leve, só agora estou sabendo que era uma surpresa o que me tomava: é que nos olhos sorridentes havia um silêncio como só vi em lagos, e como só ouvi no silêncio mesmo.
Nunca, então, havia eu de pensar que um dia iria de encontro a este silêncio. Ao estilhaçamento do silêncio. Olhava de relance o rosto fotografado e, por um segundo, naquele rosto inexpressivo o mundo me olhava de volta também inexpressivo. Este – apenas esse – foi o meu maior contato comigo mesma? O maior aprofundamento mudo a que cheguei, minha ligação mais cega e direta com o mundo. O resto – o resto eram sempre as organizações de mim mesma, agora sei, ah, agora eu sei. O resto era o modo como pouco a pouco eu havia me transformado na pessoa que tem o meu nome. E acabei sendo o meu nome.

terça-feira, 10 de maio de 2011

O que você nunca vai saber...



E eu fico lá, de frente pro espelho ensaiando os sorrisos que nunca darei, frases que nunca direi, td isso, só pra me sentir melhor, pra me sentir mais eu... Mas não, vc nunca saberá disso, porque não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais, da complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou sobre qualquer sentimento do mundo. Guardo pra mim minhas crises de identidade, a vontade de sumir, a insegurança. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Entre aspas...

É meio embaraçoso, mas ultimamente minha sensibiliade anda aumentando demais.. Deve ser porque ando perdendo pessoas demais na minha vida e isso é meio triste... A tristeza aumenta de uma maneira estranha.. É uma sensação meio que desagradávael, misturada com vontade de grita, vontade de vomitar, vontade de.. Sumir.. Eu não quero mais isso pra mim.. E sabe, a dor da perda é mil vezes pior que a dor do vazio.. Eu não aguento mais ir e vir da vida das pessoas, ser um símbolo sexual pra alguns, ser a garota insensível pra outros.. Eu cansei tah? Eu não sou assim.. Eu sou meiga e quero alguém de verdade e não um cara que passa uma semana com a menina e já diz que tah apaixonado! Eu me apaixono fácil, sim, mas é que.. Eu tenho um coração, mesmo que partido, mas tenho. Essa insensibilidade é uma arma que uso para as pessoas não se aproximarem de mim, porque sou uma cuzona e disso acho que você já sabe..
Mas eu só queria saber de verdade quando é que eu vou parar de me magoar, quando é que as pessoas vão parar de fazer com que eu me sinta um lixo cada vez que olho pros casais ao lado? Eu CANSEI das pessoas irem e voltando da minha vida... Que que é, pensa que uma estação de trem onde uns partem, uns voltam, mas nuca ficam?
Não é não.. E parem de me machucar!!!



P.S.: Tá meio sem nexo esse post.. Mas é que hj me sinto assim DE NOVO!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Coração cansado...


Hoje o céu está fosco.
As nuvens estão muito foscas e tristes, e... Tá frio. Faz muito frio... Só uso meu moletom preto com capuz quando faz frio.
Eu preciso de um abraço, eu preciso disso, desesperadamente. Pode alguém roubar a felicidade pra mim? Ou será que ela é apenas mais um infernal truque dos humanos? Meu coração ta cansado.
Existe uma pessoa que mexe comigo. Sempre. É sua única desvantagem. Ele pisoteia meu coração. Ele me faz chorar.
Seu cretino. Seu cretino encantador. Não me faça feliz. Por favor, não me sacie me deixe pensar que alguma coisa boa pode sair disso.
Olhe para meus machucados. Olhe pra este arranhão. Está vendo o arranhão dentro de mim?Está vendo ele crescer bem diante dos seus olhos, me corroendo? Não quero ter esperança de mais nada. Não quero rezar para que você esteja vivo e em segurança. Nem ninguém. Porque o mundo não os merece.
Fico impressionada com o que nós seres humanos somos capazes de fazer, mesmo quando há torrentes a nos descer pelos rostos e nos avançam cambaleando, tossindo e procurando, e encontrando.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sobre externar minhas emoções...




Eu não ficava à vontade quando se tratava de externar as emoções em voz alta.
Era legal ficar sozinha, sem ter que sorrir e parecer satisfeita; um alívio olhar desanimadamente pela janela para a chuva entristecendo tudo deixar algumas lágrimas escaparem. Eu não estava com vontade de ter um acesso de choro. Ia economizar para a hora de dormir, quando teria que pensar na manhã seguinte.
Eu não me relaciono bem com as pessoas da minha idade. Talvez a verdade seja que eu não me relaciono bem com as pessoas, e ponto final. Até a minha mãe, de quem eu era mais próxima do que qualquer outra pessoa do planeta, nunca esteve em sintonia comigo, nunca esteve exatamente na mesma página. Às vezes, eu me perguntava se via as mesmas coisas que o resto do mundo. Talvez houvesse um problema no meu cérebro.
Mas não importava a causa. Só o que importava era o efeito. E amanhã seria só o começo.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Isto é sobre minha dor que é sem explicação..



Hoje amanheceu um dia nublado e tão triste, pra falar a verdade, nem pretendia levantar, preferia inventar uma doença ou qualquer outra desculpa que fosse pra não ir pro trabalho, mas precisava ir mesmo sabendo que hoje não seria o meu dia. E levantei-me, tão cansada de tudo, mas consegui, fui tomar meu banho matinal, arrumei-me, tomei meu chocolate quente, e desci... As pessoas na rua olhavam pra mim, como querendo ler-me, e eu... Sentindo uma vontade tão grande de sair por aí gritando que só queria um abraço, um consolo, um carinho, um ombro pra eu chorar... Mas será que entenderiam esse meu jeito melindroso de ser?
Sinto dores que não são minhas, sinto saudades de pessoas que não conheço e amo quem não deveria amar, e me pergunto, por que tudo isso?
Dias frios me fazem sofrer ainda mais. Fazem-me ficar mais triste, ODEIO dias assim sem sol. Apego-me nas lembranças que ele deixou e caio facilmente no papo de Cássia: Mudaram as estações, nada mudou, mais eu sei que alguma coisa aconteceu ta tudo assim, tão diferente...E sinto novamente aquela vontade quase desesperadora de gritar... Logo eu que me faço de forte, sorrio até quando estou prestes a despedaçar, me sinto uma cuzona só por não saber esconder esta dor que me aperta a cada dia mais e mais, e sufoca, é como se eu estivesse numa sala de cirurgia cardíaca e estivesse sendo cortada com bisturi sem anestesia, é uma dor gigantesca, não tem explicação.
Tu podes me dizer o que é isto? Pode me dizer por que eu sou assim, porque nem mesmo eu sei, eu não me conheço, sou uma estranha pra mim. Olho-me no espelho e já não sei quem sou. Antes de tu apareceres eu sabia exatamente quem era, hoje, perdi a minha identidade, tu chegou me alucinou, me deixou e aqui estou desamparada com essas dores que me fazem gritar pedindo arrego.
E lá estou eu mais uma vez, com um litro de vodka em uma mão e um cigarro em outra, as cinzas estão ao lado do lixo, as minhas vão junto, ouvindo músicas tristes, querendo ser mais eu, querendo ser livre... Livre de tudo, do meu trabalho, da minha casa, da minha cidade, enfim... Se pudesse, iria pra qualquer lugar mesmo, só pra não ter que forçar a ser uma pessoa que não sou.
É, eu sei que esse post ta meio sem nexo, mas é assim que me sinto hoje, gente desculpa!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Need you now.


Tu me prometeste que jamais me faria chorar... E aqui estou eu, mais uma vez chorando... Doi não saber de ti, com quem estás, o que está fazendo, tu pensas que eu não sinto amor, que eu sou de pedra? Eu sinto, meu querido e pior, sinto até mais que tu. Doi saber que estamos separados e doi mais ainda não te ter para enxugar as minhas lágrimas.
Tu que me fizeste tão feliz outro dia, agora tão longe de mim, do meu coração, dos meu braços. Nós que juramos nunca nos perdermos, estamos nos perdendo cada dia que passa. Eu já deveria saber que juramentos nunca são pra sempre, porque o tempo se encarrega de desfazê-lo.
Pra tentar burlar a dor, eu faço sorvete (aquele que tu me ensinaste) e até lembro-me de tu fazendo-o, tão lindo e tão meu, mas a realidade fere-me e aumenta ainda mais esse buraco desgraçado que me corroi por dentro. Naquele dia, eu queria te pedir que me abraçasse o mais forte possível, mas tu fizeste sem eu nem ter pedido, queria ter te pedido também que não me deixasse nunca, queria tanto ter-te comigo um pouco mais, adiar essa dor de me sentir sozinha. Sei que nada sou, sem você do meu lado, nada sou... Ai, meu Deus, como ele aperta (a dor) cada vez que escrevo essas linhas mal traçadas.
Em frente à droga de PC eu ouço uma música, a que deveria ser a nossa música e a repito um trilhão de vezes, na tentaiva de tu me ouvires cantar com o péssimo inglês e então grito:
"It's a quarter after one,
I'm all alone and I need you now.
Said I wouldn't call
but I lost all control and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now."
E de repente a chuva cai, e me pergunto: Será que tu também a sente? Elas são minhas lágrimas, sabia? Elas te molham a alma, mas não sei se tocam teu coração, será? Por favor, tenha dó de mim, volte, eu apenas preciso de ti agora. E sinta, meu coração palpitando novamente.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Sobre o que aprendi...

Aprendi que não devo me iludir com as aparências, porque não é fácil perceber o que há por trás delas. As pessoas entram no convencional, vivem papéis, e isso não satisfaz.. Por dentro estão desejando o melhor, o mais verdadeiro para serem felizes. E preciso descobrir o que se esconde atrás do que parece, selecionar aqueles com os quais tenho afinidades ou com quem aprender alguma coisa, e em pouco tempo minha vida ganhará alegria, motivação e até mesmo prazer..
         
                                                                                  

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sobre esse desejo que não tem nome...



Fascinada mergulho o corpo no fundo do poço, calo todas as suas fontes e sonâmbula sigo por outro caminho. - Analisar instante por instante, perceber o núcleo de cada coisa feita de tempo ou espaço. Possuir cada momento, ligar a consciência a eles, como pequenos filmanetos quase imperceptíveis, mas fortes. 
Utilizar-se como corpo e alma em proveito do corpo e da alma? Ou transformar sua força em força alheia? Ou esperar que de si mesma nasça, como uma consequência, a solução? Nada posso dizer ainda dentro da forma.
Alegre e plana espero por mim mesma, espero que lentamente me eleve e surja verdadeira diante de meus olhos.
Se desse um grito minha voz receberia o eco igual e indiferente das paredes da terra. Sem viver, coisas eu não encontraria a vida, pois?
O que desejo não tem nome. - Sou pois um brinquedo a que dão corda e que terminada esta não encontrará vida própria, mais profunda. Procurar tranqüilamente admitir que talvez só a encontre se for buscá-la nas fontes pequenas. Ou senão morrerei de sede. Talvez não tenha sido feita para as águas puras e largas, mas para as pequenas e de fácil acesso. E talvez meu desejo de outra fonte, essa ânsia que me dá ao rosto um ar de quem caça para se alimentar, talvez essa ânsia seja uma ideia - e nada mais. Porém - os raros instatntes que às vezes consigo de suficiência, de vida cega, de alegria tão intensa e tão serena como o canto de um órgão - esses instantes não provam que sou capaz de satisfazer minha busca e que esta é sede de todo o meu ser e não apenas uma ideia? Além do mais, a ideia é a verdade! Grito-me. São raros os instantes.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Perda...

 Nos primeiros dias era-me impossível acreditar que havia perdido um ser que eu amava tanto; e com o passar do tempo a verdadeira amargura da tristeza se instalou em nossos corações. Mas chegou o momento em que a tristeza é mais um pretexto que uma necessidade; meu pai estava morto, mas tínhamos deveres que éramos obrigados a executar...