sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Todas aquelas palavras se perderam.

É com lágrimas nos olhos que escrevo esse texto, e logo eu que jurei não mais chorar por besteiras ainda mais com relação ao amor, a essas bobagens (sim, isto mesmo, o amor é uma bobagem, uma perda de tempo), logo eu que fiz a promessa boba de não me apegar mais a ninguém, logo eu que sou tão emotiva... É meu amigo, não tá fácil, viver não é nada fácil.
Passei a madrugada chorando pra ver se hoje isso amenizava, mas nada, o buraco no meu peito só aumenta... A olheira aumentou, a choradeira aumentou, a sensibilidade aumentou,  a dor aumentou, e tudo dentro de mim se dilacerou. Dizem que a dor nos faz poetas, eu tô aqui, escrevendo que nem uma retardada para ele, logo ele que nem vai ler, que nem vai sofrer, se abalar como  eu. Sabe, fins de relacionamento me batem uma tristeza, uma sei-lá-o-quê, ai meu deus, é tanta coisa que ando guardando aqui dentro ultimamente que não consigo nem transpor tudo para o papel.
Ai, como eu queria que as coisas fossem mais fáceis, como eu queria não ter coração, como eu queria não sentir tanto, como eu queria... Até quando, meu deus? Até quando vou parar de me doar, de dar meu coração de bandeja por aí?
Eu queria ser tanto, mas tanto alguma coisa na tua vida, que acabei sendo nada.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Recomeçar.



Durante muito tempo, vivi a amar uma pessoa, vivi para ele, praticamente morri por ele e sabe não me arrependo se pudesse faria tudo outra vez, assim pude aprender a ser fria e sólida como uma rocha, e principalmente, a enfrentar os problemas da vida sempre de cabeça erguida e com um sorriso no rosto.

Não vou mentir dizendo que o esqueci totalmente, de vez em quando as lembranças vem assombrar-me e, por vezes, pareciam mais reais do que minha vida solitária. Fico triste, choro, sinto vontade de beber, me drogar, morrer, mas sabe, isso passa, sempre passa.

Ele era o meu amor, meu tudo, a minha vida. Mas tornou-se estranho de uns tempos pra cá. É estranho, Né? De repente, alguém que fora tudo na sua vida, se esvair, até se tornar poeira no vento e se tornar lembrança. Uma lembrança meio dolorida.

Também não vou mentir dizendo que superei tudo isso. Apesar de todo esse tempo ainda não superei o fato de não saber lidar com as pessoas, ainda continuo boba e ingênua na pele de mulher.

Decidi agora que devo parar de querer encontrar o amor da minha vida em todos os romancezinhos toscos e idiotas que duram não mais que uma semana. Decidi também que vou acima de tudo viver, e o que tiver de vir, virá.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pra você que não me vê, que me lê, que não me ouve...

Não sei como começar esse texto, que é mais um daqueles que escrevo com o coração destruído, com a alma dolorida de tanto levar surra, e com os olhos pesados de tantas noites chorando por alguém que já não faz mais conta de mim. Olha só o que nos tornamos, logo a gente que fazia tantos planos juntos, que jurava amar um ao outro apesar de toda essa distância, logo a gente, cara, que sonhava construir um lar com um jardinzinho e a nossa casa teria uma cerquinha branca, igual àqueles dos filmes, lembra? 
Mas veja, a gente se perdeu no meio do caminho, mas logo você se encontrou em outra pessoa, e eu... Coitada de mim, cara, eu continuo lá atrás, jogada em um canto, esperando que a vida me engula junto com essas malditas recordações.
Ai, meu deus, nunca imaginei que a minha vida giraria em torno de uma pessoa que já saiu da minha, mas continua em meu coração, na minha mente... 
Olha só que bizarro, acabei de ler uma frase que dizia mais ou menos assim: "Estou chorando pela perda de algo que nunca tive. Que ridículo. Chorando por algo que nunca existiu.
Te mando mensagens, mas não sei o que conversar, você pergunta se eu queria falar alguma coisa, e eu toda idiota, digo que não, mas sabe, na verdade eu queria te pedir que voltasse pra minha vida, pra concluirmos os nossos planos, a nossa vida, mas não, eu digo não não não não não não não, sete vezes pra ver se eu aprendo a esquecer quem já me esqueceu faz tempo.
Esse é mais um daqueles textos idiotas, mais um texto pra você que não me vê, que me lê, que não me ouve...

domingo, 2 de setembro de 2012

Desespero agradável.

Desligo a música, agora. Seja qual for, eu desligo. Contemplo o momento presente dentro do silêncio mais absoluto. Mesmo fechando todas as janelas, eu sei é difícil evitar esses ruídos vindos da rua. Os alarmes de automóveis que disparam de repente, as motos com seus escapamentos abertos ou esses rumores desconhecidos que acontecem nas paredes dos quartos, onde habitam as pessoas solitárias. Mas não sinta solidão, não sinta nada: você só tem olhos que olha o momento presente, esteja ele-ou-você-onde-estiver. E não dói, não há nada que provoque dor nesse olhar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nós vemos as pessoas através da nossa óptica e elas gostam de parecer o que não são. Nós nos iludimos uns aos outros. Quando a verdade aparece, nos pega desprevenidos.
Na verdade, ninguém  conhece ninguém intimamente. As ilusões, os sonhos são muito agradáveis. Mas as pessoas nunca são como a vemos. Com o tempo, a verdade aparece e é preciso esquecer os sonhos, juntar os pedaços da realidade e tentar pelo menos levar adiante.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Morte em vida.

  Estou aqui sentada faz não sei quanto tempo. Desliguei o telefone, me enrolei na manta, trouxe a garrafa de uísque e estou bebendo bem devagarinho para não ficar de porre, hoje não, hoje quero ficar lúcida, vendo uma coisa, vendo outra. E tem coisa à beça para ver tanto por dentro como por fora, uma porrada de coisas que comprei, coisas que nem sabia que tinha e que só vejo agora, juto agora que está escuro. É que fomos escurecendo juntos, o quarto e eu.
  Acho que nunca bebi tanto como ultimamente e quando bebo assim fico sentimental, choro à toa. "Meu nome é Idêmia, me diz agora o ectoplasma. Há alguns meses mandei o meu amado e desde então morri."
  Ele era minha juventude, só que naquele tempo eu não sabia, na hora a gente nunca sabe nem pode mesmo saber, fica tudo natural como o dia que sucede à noite, como o sol, a lua, eu era jovem e não pensava nisso como não pensava em  respirar. Alguém por acaso fica atento ao ato de respirar? Fica sim, mas quando a respiração se esculhamba. Então dá aquela tristeza, puxa, eu respirava tão bem...

domingo, 1 de julho de 2012


Já parei de soluçar, já enfiei meu rosto no travesseiro pra ninguém ouvir, pra ninguém acordar, pra eu não precisar contar ainda que a gente não é mais a gente.